A série sobre os esportes do programa dos jogos olímpicos do Rio prossegue e hoje é a vez da canoagem.



A canoagem é um esporte náutico praticado em canoa ou caiaque e está presente nos Jogos Olímpicos desde Berlim 1936. Sua origem vem dos povos nativos da América do Norte.

Nos Jogos Olímpicos são disputados em dois tipos: canoagem sprint ou de velocidade e canoagem slalom. A canoagem de velocidade ocorre em canais construídos artificialmente com 2000 metros de extensão e profundidade de 3 metros. As competições são disputadas com caiaques de 1, 2 e 4 pessoas e as distâncias variam de 200 à 1000 m para homens e 200 a 500 metros para mulheres. A canoagem slalom é praticada em corredeiras artificiais e os canoístas tem de passar por portas sem cometer faltas e no menor tempo possível.

Tipos de caiaques

  • K1: Peso de 9,1 kg, comprimento de 3,5 m e largura de 0,6 m
  • C1: Peso de 10 kg, comprimento de 3,5 m e largura de 0,65 m
  • C2: Peso de 15 kg, comprimento de 4,1 m e largura de 0,2 m
Os locais de competição




Na canoagem de velocidade as competições vão ocorrer no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão postal da cidade, já as competições de slalom vão ocorrer no Complexo de Deodoro

O Brasil nos jogos

Isaquias Queiroz, ouro no mundial de canoagem (Foto: Facebook)

Ana Satila, canoagem, mundial sub-23 (Foto: Thales Soares)

Antes do fenômeno Isaquias Queiroz tivemos Sebastian Cuattrin que participou de quatro Olimpíadas. Isaquias é um dos grandes nomes do esporte brasileiro na atualidade e esperança de medalha. Ele vai disputar três provas na canoagem de velocidade: C1 1000 m, C1 200 e C2 1000 m com Erlon Souza. Por ser o país sede o Brasil tem todas as vagas garantidas na canoagem slalom e o destaque é para Ana Sátila que competirá no K1.
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A série especial sobre os esportes do programa olímpico segue e hoje é dia de falarmos do boxe. O boxe olímpico está presente desde os jogos de Saint Louis em 1904, exceto em Estocolmo 1912. Até Pequim a competição estava restrita aos homens, mas em Londres as mulheres passaram a disputar o evento.

As categorias disputadas são dez no masculino e três no feminino:
  • Mosca - ligeiro: até 49 kg; 
  • Mosca: até 52 kg; 
  • Galo: até 56 kg; 
  • Leve: até 60 kg; 
  • Meio médio- ligeiro: até 64 kg 
  • Meio - médio: até 69 kg; 
  • Médio: até 75 kg; 
  • Meio pesado: até 81 kg; 
  • Pesado: até 91 kg; 
  • Super pesado: acima de 91 kg. 
No boxe feminino as categorias são peso mosca, peso leve e peso médio.

Regras:

A disputa para os homens é de três rounds e para as mulheres,quatro com duração de três minutos para os homens e dois para as mulheres. Ao fim de cada round cinco juízes atribuem notas aos dois pugilistas, só que o resultado é revelado no final do combate. Os juízes avaliam critérios como golpes acertados, domínio da luta, competitividade tática e técnica e conformidade com as regras. Vence quem tiver mais pontos exceto as desqualificações e os nocautes. 

Equipamentos:


O capacete é usado apenas pelas mulheres, o protetor bucal protege os dentes e podem ser de qualquer cor menos os tons avermelhados para não confundir com sangue e as luvas são fornecidas pelos organizadores, pesam 284 g e tem o dobro do tamanho de um punho. 

Golpes:
  • Jab: São golpes curtos sem força total e são usados como estratégia para manter o rival à distância;
  • Cruzado: Golpe mais poderoso que o jab resulta na maioria das vezes em nocaute;
  • Uppercut: Também conhecido como gancho é um soco poderoso desferido de cima pra baixo e pode resultar em nocaute.quando bem executado.
O local de competição:


No Pavilhão 6 do Riocentro com área de 7500 m² serão disputadas as lutas do torneio olímpico de boxe.

O Brasil nos jogos:


O país terá sete representantes na disputa masculina e dois na femininaa. Adriana Araújo, medalhista em Londres será a representante feminina na categoria leve e Andréia Bandeira nos médios. Entre os homens as vagas ficaram com Robson Conceição (leves), Joedison Teixeira (meio médio ligeiro), Julião Neto (mosca), Michel Borges (meio pesado), Robenilson de Jesus (galo), Juan Nogueira (pesado) e Patrick Lourenço (mosca ligeiro). Na história olímpica o país ganhou quatro medalhas, sendo 3 em Londres com os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão (prata e bronze) e que viraram profissionais.

A potência:


Cuba já ganhou na sua história 67 medalhas no boxe e no Rio terá nove atletas. O grande nome é Lazaro Alvarez Estrada, que compete entre os leves.
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A série especial sobre os esportes do programa dos jogos olímpicos segue e hoje é dia do basquete. O basquetebol ou bola ao cesto surgiu em 1891 nos Estados Unidos. James Naismith, professor de Educação Física de uma associação em Springfield criou um jogo em local fechado devido ao inverno rigoroso que impedia as crianças de jogarem esportes como baseball e futebol americano, daí ele instalou uma cesta de pêssegos onde as bolas seriam arremessadas, então surgia o basquete. O esporte chegou ao Brasil em 1912.

O jogo:


O basquete é um jogo coletivo de duas equipes com cinco jogadores em cada equipe. A duração de cada partida é de 40 minutos com quatro quartos de dez minutos e intervalo de 15 minutos. Na NBA, liga profissional de basquete americana os quartos tem duração de 12 minutos. A pontuação varia: lances livres um ponto, no garrafão valem dois e fora do garrafão à uma linha de 6,25 m valem três pontos. Caso um jogo termine empatado prorrogações de 5 minutos serão necessariamente jogadas até chegar a um vencedor. O tempo máximo de posse de bola é de 24 segundos. A cada quatro faltas de equipe o adversário tem direito à dois lances livres e se um jogador cometer cinco faltas é excluído do jogo.

Fundamentos e jogadas:


Dentre os principais fundamentos estão a finta, os giros ou rotações e os dribles. O rebote é de extrema importância pois a equipe detentora da posse recupera a bola depois de um arremesso não convertido. A assistência é a jogada em que um companheiro executa um passe perfeito para outro em condições de executar a cesta. A enterrada ou cravada é a jogada em que um jogador fica sozinho e sobe no aro para enterrar a bola. A ponte aérea é uma das jogadas mais sensacionais do esporte é quando um jogador lança a bola diretamente para outro finalizando com uma enterrada. O toco é o bloqueio do adversário contra aquele que arremessa para fazer a cesta. Os principais passes são o passe de peito, passe picado e o gancho.

Posições:
No basquete as posições são as seguintes:
  • Armador: é o cérebro da equipe e planeja as jogadas
  • Ala: joga nas laterais e tem funções de arremessar e ajudar na execução das jogadas
  • Pivô: geralmente é o mais alto e o mais forte jogador da equipe. Usa a altura para pegar rebotes e na defesa dando tocos.
A quadra e a bola:


A quadra é feita de superfície rígida e dimensões de 28 m de comprimento e 15 m de largura. A linha de três pontos deve ser traçada à 6,25 m da cesta. A linha central tem um círculo de 1,8 m de raio e a tabela tem de ser feita de peça única. A cesta fica suspensa a 3,05 m do chão e o aro mede 0, 45 m. A bola oficial é laranja e mede de 75 a 78 cm de circunferência e pesa entre 567 e 650 g.

Os locais de disputa na Olimpíada:


Nas Olimpíadas do Rio o basquete vai ocorrer em dois locais. No Parque Olímpico de Deodoro a Arena da Juventude receberá a primeira fase do torneio feminino. A Arena Carioca 1 no Parque Olímpico da Barra da Tijuca inaugurada em janeiro receberá a maior parte das partidas e que depois dos jogos virará Centro Olímpico de treinamento.

O Brasil nos jogos:


O basquete brasileiro ficou ameaçado de não participar dos jogos por conta de uma dívida com a FIBA, mas o pagamento foi feito e assim as seleções masculina e feminina vão participar dos jogos. A equipe masculina dirigida por Rúben Magnano terá pedreiras na primeira fase com as seleções da Espanha, Croácia, Argentina e Lituânia, adversária da estreia. A seleção feminina terá a Austrália como pedreira. O time dirigido por Antonio Carlos Barbosa vem de duas campanhas ruins nas Olimpíadas e tem em casa a chance de se redimir.

Os astros:


Os Estados Unidos não deverão vir com força máxima devido às desistências de Stephen Curry e LeBron James, mas o quinteto deverá ter Carmelo Anthony e Kevin Durant. Os americanos em 18 edições olímpicas venceram 14 e eles vem e busca do tricampeonato olímpico.
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Dando prosseguimento à série especial sobre os esportes do programa olímpico dos jogos olímpicos Rio 2016 hoje é dia de falarmos do badminton.

O badminton é um jogo que tem sua origem na Inglaterra no século XIX, pois surgiu através de militares da Índia que instalaram uma rede como forma de diversão e deu início ao esporte que foi batizado por conta da Badminton House, residência do Duque de Beaufort. Conhecido popularmente como peteca é um jogo disputado ou individualmente ou em duplas. As regras são as seguintes: As partidas são disputadas em melhor de três games de 21 pontos e vence quem ganhar dois. Caso houver empate de 20 a 20 leva quem abrir dois pontos de vantagem e caso empate em 29 a 29 vence quem chegar ao 30º ponto.

A peteca e a raquete:


No badminton as raquetes tem maior comprimento e aro menor ao que são usadas no tênis e o seu design permite que os jogadores possam executar movimentos rápidos e precisos. As raquetes medem 67 cm e pesam entre 85 a 110 g. A peteca pesa entre 4 e 5,5 g e é feita de material sintético. Nos Jogos Olímpicos são usadas 16 penas de ganso e os golpes chegam a atingir 400 km/h.

A quadra:


O campo onde o badminton é jogado tem medida de 13, 40 metros de comprimento com larguras variáveis de 5,18 m nos jogos de simples e 6,10 metros nos jogos de duplas.

Movimentos e golpes:
  • Clear: O movimento é feito quando um jogador lança a bola para o alto com o objetivo de fazê - la cair de forma vertical;
  • Drop: O golpe tem como objetivo encurtar a trajetória da peteca deixando bem próximo à rede;
  • Smash: Cortada potente em que a peteca é lançada numa velocidade impressionante deixando desnorteado o adversário.
O local de competições:


Nos jogos olímpicos Rio 2016 a casa do badminton será o Pavilhão 4 do Riocentro. O espaço possui área de 23 mil m² e um moderno sistema de ar condicionado.

O Brasil nos jogos:


O Brasil terá dois representantes nos jogos. É a estreia do país que até Londres nunca mandou representantes. Nossos competidores na chave de simples serão Ygor Coelho e Lohanny Vicente.

Os astros:


Os asiáticos dominam a modalidade desde os jogos de Barcelona e apenas um se atreveu a furar a festa em toda a história. O sul coreano Dong - Moon Kim é o maior vencedor da história entre os homens com três medalhas, sendo duas de ouro e entre as mulheres a chinesa Ling Gao conquistou quatro medalhas.
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O FC Gols entra no clima olímpico e a partir de hoje traz os esportes do programa olímpico dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro iniciando hoje uma série que vai apresentar os esportes do programa, os locais e os brasileiros na disputa. E pra começar o atletismo.

O atletismo reúne três modalidades: corridas, saltos e arremessos. Presente nos Jogos Olímpicos da antiguidade e desde a primeira edição da era moderna o atletismo é o mais nobre esporte dos jogos. As provas são disputadas em estádios, à exceção da maratona que é disputada nas ruas.

Provas de pista:

  • Rasas: Disputadas em curtas distâncias são as mais velozes. As distâncias são de 100 (a prova mais rápida do mundo), 200 e 400 m. E ainda tem os 110 m com barreiras 
  • Médio fundo: Estas são provas para quem tem fôlego e as distâncias variam de 800 à 1500 m. As corridas de 3000 metros são feitas com obstáculos. 
  • Fundo e longas distâncias: São corridas para super homens. Provas mais longas onde a resistência física é fundamental. 5000 e 10000 metros são as provas mais comuns. 
  • Maratona: A prova que encerra os jogos olímpicos e tem sua origem na Grécia antiga quando o soldado Fidípedes percorreu 42 quilômetros até Atenas para anunciar a vitória grega sobre os persas. A distância oficial é de 42.195 m e vigora desde os jogos de Londres em 1908. 
Provas de campo:

  • Arremessos: São quatro as provas. Arremesso de peso, arremesso de dardo, lançamento de disco e lançamento de martelo. São disputadas em áreas delimitadas por círculos e os competidores tem várias tentativas e vence quem obtiver a melhor marca. 
  • Saltos: São disputadas em dois tipos: vertical e horizontal. No salto vertical as modalidades são o salto em altura e o salto com vara. As provas horizontais são o salto em distância e o salto triplo. No salto em altura os competidores realizam várias tentativas com o objetivo de saltar mais alto sem encostar no sarrafo, da mesma forma no salto com vara. Nas provas de salto em distância e salto triplo os saltadores pegam impulso e correm até uma faixa delimitadora que delimita o salto. O corredor que passar além da faixa tem seu salto considerado queimado e a aterrissagem é feita em uma caixa de areia. Vence quem saltar mais alto. 
Provas combinadas:
As provas combinadas existentes são o heptatlo (para mulheres) e decatlo (para homens). Essas duas provas são disputadas em dois dias e apontam o mais completo atleta capaz de correr, arremessar e saltar ao mesmo tempo. 

A pista:


A pista de atletismo tem oito raias com espaço de 1,22 m entre elas, largura de 10 m e seu comprimento é de 400 metros de extensão com duas retas e duas curvas. Todas as pistas tem de ser feitas com material sintético emborrachado.

Os locais do atletismo nos jogos olímpicos Rio 2016:


As competições vão acontecer no Estádio Olímpico Nilton Santos no bairro do Engenho de Dentro. O Engenhão foi inaugurado em 2007 e foi sede do atletismo nos Jogos Pan Americanos do Rio. O estádio passou por uma reforma na cobertura que apresentou problemas estruturais em 2013 e foi fechado. No começo deste ano a pista foi trocada e a reforma da cobertura foi concluída. O estádio está arrendado ao Botafogo e é de propriedade da prefeitura. No Pontal haverá a largada e a chegada da marcha atlética e a maratona terá a largada e a chegada no Sambódromo do Rio na Marquês de Sapucaí. 

O astro:


O jamaicano Usain Bolt é a grande atração dos jogos. Bicampeão olímpíco nos 100 e 200 m rasos ele vem ao Brasil apesar de passar por um susto na seletiva no início deste mês,mas está garantido para tentar o tricampeonato e já declarou que esta será sua última olimpíada. 

O Brasil nos jogos:


O país terá 67 nomes na disputa das provas. Nossas chances deverão ser no salto com vara com Fabiana Murer, na maratona com Marilson Gomes dos Santos e com Caio Bonfim na marcha atlética de 20 e 50 km. O Brasil ainda vai ter Ana Cláudia Lemos, que quase ficou de fora devido ao doping, mas foi absolvida e vai competir em três provas.
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Chegamos a última categoria do nosso Bola Furada d'Or que é a própria bola furada de ouro. Aqui, elegeremos o atacante que mais desafiou as leis da Física no quesito marcar o gol. Cara-a-cara com o goleiro, sem ninguém a sua frente, o gol livre: tudo favorece é balançar as redes e sair para o abraço, contudo eles mostram que é possível errar, fazendo o mais difícil. Confira os milagres e escolha o seu craque favorito.






Bola Furada d'Or 2015 - Pior Gol Perdido:



Encerramos as competições por aqui. Vote em seus candidatos e nos vemos no post com os vencedores do Bola Furada d'Or 2015.

Clique e veja as demais categorias:

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Ontem foi um dia para entrar na história de Portugal. Mesmo chegando de maneira surpreendente à final, enfrentando a favorita França na casa do adversário, não foram somente onze jogadores, e sim onze milhões de portugueses que impulsionaram a equipe lusa. Nem tampouco a lesão de Cristiano Ronaldo aos oito minutos da primeira etapa foi capaz de atrapalhar a equipe ibérica, que conquistou seu primeiro título oficial vencendo apenas uma das sete partidas no tempo normal.

O clima era todo favorável aos franceses. A seleção da gália vinha de uma triunfo contra a Alemanha por 2x0 e foi a vencedora da chave mais difícil da competição. Já os portugueses obtiveram no último duelo contra País de Gales a sua primeira vitória no tempo regular na competição. A principal esperança dos lusos era CR7, porém dessa vez a esperança “morreu” cedo, antes dos dez minutos de bola rolando. Cristiano ainda tentou jogar, enfaixou o joelho, porém a dor era enorme, menor apenas do que a decepção do craque que deixou o gramado aos prantos.


A partir daí os lusos se viram de certo modo órfãos. A França atacava mais, com destaque para Griezmann, que sumiu ao longo do jogo, e Sissoko, que mandava torpedos perigosíssimos para o gol. Na segunda parte, os portugueses equilibraram a partida, contudo o desgaste obrigou ao treinador fazer as três substituições. Rui Patrício apareceu e salvou Portugal por três vezes. Os Bleus mantiveram a pressão e conseguiram mandar uma bola na qual Rui Patrício não chegou, todavia foi a vez da trave defender para ao arqueiro português no último lance do tempo regulamentar.

Novamente o time Íbero não venceu nos 90 minutos. O jogo ficou equilibrado na prorrogação. Raphael Guerreiro devolveu a bola francesa, que fora na trave, no travessão numa falta perigosíssima. Éder, ainda aos 33 do segundo tempo, substituiu Renato Sanches, entrando não só na partida, mas como também na história do futebol português. O atacante nascido na Guiné-Bissau recebeu a bola na entrada da área e marcou o único gol do duelo. Os francos não tiveram força para reagir e assim terminou o jogo: 1x0. Após 41 anos, a Seleção das Quinas voltam a vencer os Bleus.


A saída de Ronaldo ajudou de certo modo Portugal, pois a partir daquele momento o time luso passou a jogar um pelo outro, e não em função de um homem. Éder entrou para ser o “Angelos Charisteas francês”. Griezmann jogou bem no início caindo de produção ao logo jogo. O ataque francês até criou belas chances, mas a defesa portuguesa foi superior e jogando por uma bola, conseguiu chegar até essa “bola” balançando as redes. Agora, decepção dos franceses que perderam em casa a oportunidade do tricampeonato, e alegria portuguesa, uma felicidade, que podemos dizer, antagônica ao sentimento da final de 2004, sentimento este que pertence agora aos francos.
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Chegou o grande dia. Hoje, às 16h00 no Stade Saint-Denis, França x Portugal realizam a grande decisão da Euro 2016. Os franceses buscam a terceira taça e contam com o apoio da torcida que lotará o estádio nesta tarde. O time português chega como uma espécie de azarão, mas tentará aprontar para cima dos donos da casa. Decidi fazer este post dando um apanhado geral das duas equipes analisando esta grande decisão.

Começaremos pelo retrospecto do confronto. Ao todo foram 22 partidas, a maioria em território francês, sendo, com 16 vitórias francesas, 5 portuguesas e um empate. Assim como no histórico, recentemente os francos também levam vantagem, a última derrota para os portugueses foi em abril de 1975. Do total de jogos apenas três foram em partidas oficiais, duas pela Euro e uma pela Copa, e em todas estas ocasiões os Bleus triunfaram. O último duelo inclusive foi na Copa do Mundo de 2006, onde a França bateu os portugueses por 1x0 na semi-final.


O tempo passou e a realidade ficou um pouco distinta. Portugal chega meio desacreditado a esta decisão. Os lusos não haviam vencido nenhuma partida até a semifinal, contudo, o time comandado por Cristiano Ronaldo deposita suas esperanças no camisa sete. O "gajo" quebrou o recorde sendo o único jogador a marca gols em quatro Euros, além de igualar, podendo ultrapassar caso marque na decisão, Platini como maior goleador das Euros, com nove tentos. Além de CR7, Renato Sánchez e Nani, que vêm fazendo uma grande competição também podem ser decisivos.

A França por sua vez tem um time mais técnico com um melhor elenco, destaque para Pogba, Payet entre outro. No entanto, nesta temporada surgiu seu principal homem: Antoine Griezmann. O atacante foi o destaque do Atlético de Madrid nesta temporada além de ser o artilheiro desta edição da Euro com seis gols. Além disso, os Bleus eliminaram a Alemanha nas semis jogando muita bola, e por isso chegam como favorita no confronto.


Hoje temos duas opções de desfecho. Poderemos ver o estádio explodir de alegria e a França se tornar a maior vencedora da Euro ao lado de Espanha e Alemanha com três títulos, ou uma reedição da Euro de 2004, com Portugal ficando do lado oposto de 12 anos atrás, chegando como zebra e derrotando os donos da casa. Meu palpite é França, mas como todos os times que torci a partir das quartas perderam, prefiro ficar neutro na partida.
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Este post estava destinado para a disputa pelo terceiro lugar da Eurocopa, que seria neste ano entre alemães x galeses, contudo diferentemente das demais principais competições de seleções, como a Copa do Mundo, das Confederações, América e Africana de Nações, a Euro não possui a partida que define a medalha de bronze. E se não temos jogo, trarei este post explicando o porquê da competição europeia ser "a diferentona" neste quesito.

O motivo principal para UEFA não adotar esta partida é, ou pelo menos era, a falta de público. A última decisão de terceiro lugar foi em 1980, quando a Itália empatou com a extinta Tchecoslováquia em 1x1. Após o empate no tempo normal, o duelo foi para uma longa disputa de pênaltis, onde as duas equipes acertaram todas as oito primeiras cobranças, até que o italiano Fluvio Collovati desperdiçou sua penalidade, dando o bronze para os tchecos. O público não foi dos melhores, "apenas" 24 652. Parece pouco, mas é muito comparado aos outros confrontos que nem passaram de 10 000 pessoas.


A exceção desta regra foi 1968, na Itália, onde cerca de 68 817 pessoas estiveram presentes no Stadio Olimpico de Roma para assistir a partida entre Inglaterra 2x0 União Soviética. Este foi o único grande público presente numa decisão de terceiro lugar. Outro fator complementar à pouca presença dos torcedores é que no início da Euro, apenas quatro equipes disputavam esta fase, que é chamada de final, assim cada seleção tinha dois jogos. A partir de 1980, este número dobrou para oito tornando o torneio mais extenso. Este foi o último golpe para o fim do jogo da terceira posição.

Abaixo você confere como foram todas as disputas de terceiro lugar da Euro:

1960 França | Tchecoslováquia 2x0 França - 9 438
1964 Espanha | Hungria 3x1 Dinamarca (prorrogação) - 3 869
1968 Itália | Inglaterra 2x0 União Soviética - 68 817
1972 Bélgica | Bélgica 2x1 Hungria - 6 184
1976 Iugoslávia | Holanda 3x2 Iugoslávia (gol de ouro) - 6 766
1980 Itália | Tchecoslováquia 1(9)x(8)1 Itália - 24 652

Assim, semelhante à Liga dos Campeões e Libertadores, todas as atenções depois das semis se voltam para a final. A França busca a terceira conquista, para se igualar à Espanha e Alemanha como a maior vencedora, e conta com o apoio de sua torcida, enquanto os lusos depositam suas esperanças em CR7 para levar o primeiro caneco para casa, após 12 anos da grande zebra grega.
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Na quinta-feira ocorreu a segunda semi-final da Euro entre França x Alemanha. Jogando em casa, os franceses tinham a difícil missão de parar a atual campeã do mundo, e conseguiram com sucesso. Assim, achei este título interessante para o post, no qual comentaremos também sobre a semifinal de 2012, onde os alemães também caíram nas semis. E apesar das adaptações do roteiro, as duas partidas possuem muitas coias em comum, as quais serão citadas ao longo do texto.

Esta semifinal contra as anfitriãs era algo meio enigmático. Tínhamos a França que vinha fazendo bela Euro, já a Alemanha não ficava atrás, e no último confronto em semifinal contra dona de casa, os germânicos não tiveram piedade (os brasileiros entendem). Nas quartas, os franceses despacharam a zebra islandesa para casa, já a Nationalelf venceu nas penalidades a Itália, justamente a equipe que a tirou nas semi-finais da última Eurocopa em 2012.


Talvez o adversário e o local sejam as grandes distinções, em 2012 a Euro ocorreu na Polônia-Ucrânia. Agora dentre as semelhanças temos inúmeras características. Apesar da esperança de partida disputada, os alemães tinham de certa maneia um favoritismo, que não se concretizou. Em 2012, os italianos vinham como zebra, tinham feito uma péssima Copa do Mundo e não tinham uma grande seleção. Apesar de tais pontos negativos, a Azurra possuía um fator decisivo que superava todos esses: Balotelli. O atacante marcou os dois gols da vitória por 2x1 na ocasião, classificando a Itália para a final, perdendo por 4x0 para a Espanha..

Passaram quatro anos e o oponente, também de azul, era outro, dessa vez com um elenco melhor e o fator casa, porém os alemães vinham da conquista da Copa. E se os italianos, por sua vez, tinham Balotelli, os franceses possuem Griezmann. Foi do atacante do Atlético de Madrid os dois gols da vitória por 2x0 nesta quinta-feira. Assim, os alemães mantem sua regularidade, chegando na semi-final de todas as grandes competições (Euro e Copa), porém avançando somente duas vezes para a decisão, tendo levado apenas uma. O que será que acontece com os germânicos que, de certo modo, acabam pipocando nestas horas?


Já a França tenta o título em casa. E se esta semi-final comparamos com a de 2012, a finalíssima não tem muitas semelhanças com a de quatro anos atrás, contudo ela se parece bem com a decisão de 2004. Se na ocasião a Grécia chegava como azarã, nesta edição são os portugueses, mesmo capengando, que chegam como surpresa na final. EM 204, a vitória foi dos gregos, e doze anos depois, será que Portugal atacará do veneno que bebeu e derrubará os franceses em casa? E CR7, poderá se tornar Angelos Charisteas desta edição? Para encerrar, a pergunta final é: Teremos mais semelhanças ou diferenças no Domingo?
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