The Best FIFA Football Awards 2016: Seleção do Ano; CR7 e Lloyd, os reis do futebol em 2016


Após a primeira postagem falando sobre a maioria das categorias do The Best FIFA Football Awards, deixamos esta segunda parte comentando sobre os principais prêmio: a Seleção do Ano, a melhor jogadora, e claro, o melhor jogador de 2016. No feminino, a estadunidense Carli Lloyd superou a brasileira Marta levando o prêmio pelo segundo ano consecutivo, enquanto Cristiano Ronaldo, vencedor da Bola de Ouro, confirmou o favoritismo levando para casa o quarto título.


The Best FIFA Women's Player

Com cinco premiações e quatro segundos lugares, a brasileira Marta a figurar entre as três melhores do planeta, mas dessa vez o posto de rainha do futebol ficou novamente com Carli Lloyd (20,68%), de 34 anos do Houston Dash. Além da brasileira que ficou na segunda posição (16,60%), a estadunidense superou a favorita Melanie Behringer (12,34%), do Bayern de Munique e da Seleção Alemã.


The Best FIFA Men's Player

Se no feminino tivemos surpresas, no masculino o favoritismo do português Cristiano Ronaldo deu certo. Com uma temporada repleta de títulos, dentre eles a Eurocopa inédita com Portugal, CR7 também conquistou a Bola de Ouro, entregue pela France Football. O jogador do Real Madrid superou o seu rival Lionel Messi, que ficou em segundo com 26,46% dos votos e Antoine Griezmann (7,53%) do Atlético de Madrid. Esta é quarta vez que o português fatura o prêmio, sendo o segundo maior vencedor da história.


FIFAPro World11

A Seleção dos 11 melhores contou com a presença esmagadora de jogadores do Real Madrid e Barcelona, sendo que estes, com dois brasileiros na lista, Daniel Alves pela sexta vez e Marcelona pela terceira. Confira a escalação: Manuel Neuer (GL); Daniel Alves, Gerard Pique, Sergio Ramos, Marcelo (ZG); Luka Modric, Toni Kroos, Andres Iniesta (MC); Lionel Messi, Luis Suárez, Cristiano Ronaldo (AT).

Terminamos então os posts falando sobre a maior festa de gala do futebol. Agora é vê-los brilharem novamente ou assistirmos novas estrelas surgirem neste ano.

The Best FIFA Football Awards 2016: Vencedores nos treinadores e Prêmio Puskas


Nesta segunda-feria tivemos o The Best FIFA Football Awards 2016, a primeira edição após a dissociação com a revista France Football, que organiza a premiação da Bola de Ouro. Vamos dividir o post em duas partes, a primeira falando sobre a maioria das categorias e também o Prêmio Puskas. Já a segunda deixaremos para comentar sobre os destaques da festa de gala.


Melhores treinadores

O melhor treinador masculino foi nada mais nada menos que Claudio Ranieri, técnico do Leicester, que faturou de maneira incrível a Premier League 2015/16, derrubando todos os gigantes e milionários. O italiano venceu Zinedine Zidane, do Real Madrid, campeão da Liga dos Campeões, e Fernando Santos de Portugal, campeão da Euro. No feminino, Silvia Neid campeã Olímpica com a Alemanha, superou as concorrentes Jill Ellis dos Estados Unidos e a sueca Phil Sundhage, ficando com o prêmio.


Fair Play

De forma merecida, o prêmio Fair Play entregue por Carlos Puyol foi para o Atlético Nacional da Colômbia pela homenagem prestada às vítimas da tragédia sofrida pela delegação da Chapecoense.  Já FIFA Fan Award foi dado às torcidas do Liverpool e Borussia Dortmund, pela homenagem às vítimas da tragédia de Hillsborough de 1989 ao som de You'll Never Walk Alone nas quartas de finais da Europa League. As outras torcidas que disputavam o prêmio eram da Islândia pela atuação na Eurocopa e as do Feynoord e ADO Den Haag, numa campanha para ajudar crianças que estão doentes fazendo tratamento em um hospital local, inclusive levando-as para a partida.



Prêmio Puskas

Dessa vez não deu Brasil. Se na edição passada, o prêmio ficou com Wendell Lira, neste ano, o autor do gol mais bonito foi o malaio Mohd Faiz Subri com 59,46% dos votos. O golaço de falta ocorreu no dia 16 de Fevereiro, numa vitória de 4x1 contra o Pahang, no campeonato local. Além de vencer o brasileiro Marlone (22,86%), Subri desbancou também a venezuelana Daniuska Rodríguez (10,01%). Os demais competidores ficaram com 7,68%. Um fato que marcou a entrega do prêmio foi a pequena enrolação com o celular na hora de fazer o discurso (confira no vídeo no início do post).


Também tivemos homenagens individuais a brasileiros. A lenda Falcão levou o Outstanding Career Award, em virtude de sua carreira espetacular no futsal, tendo se aposentado neste ano após a Copa do Mundo. Assim enceramos nosso primeiro post falando sobre a festa de gala da FIFA este ano. Daqui a pouco teremos o segundo artigo.

Futebol Clássico vs Futebol Moderno: As característica do futebol antigo


Fala galera! Estamos começando aqui mais uma Trilogia do blog, dessa vez falando sobre um tema bastante polêmica. Iremos tratar aqui sobre a "rivalidade" entre o Futebol Clássico e o Futebol Moderno, podemos assim ser chamados. Neste primeiro post trataremos sobre o futebol de nosso pais e avós e suas principais características, desde o rendimento dentro dos gramados até as situações além das quatro linhas.

Rendimento dentro do campo

Uma das diferenças mais perceptíveis é o desempenho dos atletas do passado em comparação com aqueles que estão na ativa atualmente. Vamos trazer primeiramente alguns números do passado, que serão comparados com aqueles que estarão no segundo post da Trilogia. Antigamente, um jogador percorria cerca de 8 quilômetros por partida, com velocidade média de 12,5 km/h. A média VO2 (unidade de medida que avalia o volume máximo que uma pessoa consegue absorver dos pulmões em uma unidade de tempo) era de 55 mililitros por quilo a cada minuto.

Tais números mostram que atualmente exige um preparo físico superior em relação ao passado. Antes a função defensiva se restringia aos volantes e sistema defensivo, enquanto o meio para frente se preocupava com a criação de jogadas. Assim existia mais espaço e tempo para tomar uma decisão, como um passe ou um drible por exemplo. A defesa por sua parte, era mais estática com zagueiros mais durões, fortes na disputa área e esperando o atacante tomar a decisão.


Na parte ofensiva, além da dedicação quase exclusiva em atacar, temos os tradicionais pontas, cuja função antes era cruzar para o chamado "camisa 9" da equipe. Também é válido assinalar a falta de mobilidade tática da equipe ao longo da partida, onde cada um deveria fazer apenas a sua determinada função, fazendo com que as surpresas aos adversários se restringissem apenas ao drible e em jogadas individuais.


Condições de jogo

Algo que evoluiu consideravelmente foram os equipamentos esportivos, com a adesão da tecnologia nos esportes. A bola antes era pesada mais pesada, propensa a se deformar conforme a partida ocorria, algumas ainda absorviam a água da chuva para piorar, como a da Copa de 1962, além do fato de algumas machucarem a cabeça dos jogadores no cabeceio, como a que Charles Miller trouxe para cá. Lembrando que a primeira Copa do Mundo teve duas bolas utilizadas na final, uma da Argentina e outra do Uruguai.



Outro acessório importantíssimo que foi se modernizando ao longo do tempo foram as chuteiras. As primeiras eram feitas para a proteção do pé, com bicos de aço e pregos na sola. Em dias chuvosos, poderiam pesar até 1 kg. Depois fatores como mobilidade e conforto foram sendo levados em consideração, ainda mais com a briga de fabricantes. Devemos lembrar também que uniformes e condições de gramados também tiveram grandes mudanças.



Financeiro

Algo que mudou demais foi o duelo entre Paixão x Dinheiro. As maiores estrelas de todos os tempos de cada clube brasileiro em sua maior parte residem no passado. Pelé no Santos, Zico no Flamengo, Dinamite no Vasco, Garrincha no Botafogo, Reinaldo no Atlético-MG, além de outros. Podemos afirmar que tais jogadores atuavam muito mais pelo amor ao clube do que pelo dinheiro. Um exemplo claro disso é que o que Neymar recebe em um dia equivale ao que Pelé ganhava em um mês. Por isso, muitos torcedores perderam a paixão pelo esporte, onde alguns ídolos acabaram trocando o amor ao clube pelo dinheiro, sendo chamados de mercenários.



Arquibancada

Além da questão de amor ao time, outra coisa que leva a muitos torcedores mais antigos a preferirem o futebol de outrora é a festa nas arquibancadas. No passado, a festa reunia diversos ingredientes, desde efeitos pirotécnicos como sinalizadores e fogos de artifício, até determinados setores marcantes, como a famosa Geral do antigo Maracanã, espaço este conhecido como "o espaço mais democrático do futebol carioca", extinto em 2005. No passado, não existia tantos pequenos detalhes cobrados hoje, dando um espaço maior para a festa, além do fato de ser acessível a praticamente todas as pessoas.

Bom, terminamos aqui nossa primeira postagem de nossa trilogia. No próximo post trataremos das mudanças ocorridas em cada um dos pontos citados anteriormente neste texto. Até lá!

Feliz 2017!


Mais um ano está chegando ao fim. O blog esteve a todo vapor durante a Eurocopa e os Jogos Rio 2016, tendo dado uma parada depois, mas voltando com tudo neste mês. Sobre 2016, podemos falar que foi um ano marcado por fatos que entraram para a história, desde acontecimentos inéditos até tragédias. No âmbito esportivo, tivemos diversas experiências, algumas espetaculares e extraordinários e outras extremamente tristes. Cada um de nós teve problemas, soluções, alegrias e tristezas, e que neste novo ano que se inicia Deus possa abençoar a cada um de nós para este ciclo que começa a partir da 00h00.

Enfim, desejamos a todos um Feliz 2017!

Red Bull Esportes - Times de futebol II e esportes de inverno


Chegamos à nossa última parte de nossa trilogia. Após falarmos dos esportes de adrenalina, automotores e de algumas equipes do futebol, encerraremos comentando sobre os outros dois clubes pertencentes à empresa, o de New York e o de gana e também da área de influência da Red Bull em outras modalidades, como o hockey de gelo e o basquete.


Começando com aquele que ilustra o início deste texto, vamos falar do New York Red Bull. Assim como a maioria, a equipe que antes se chamava New York MetroStars foi comprada em 2006 pelos austríacos. No início, os resultados foram medianos, até a o ano de 2010. A partir dessa temporada, a equipe contava com um estádio próprio, o Red Bull Arena, além da contratação de grandes estrelas como Thierry Henry e Rafael Márquez, por meio da Lei de Bechkan, estratégia tal adotada por outros times estadunidenses. Com tais jogadores, a equipe conquistou a MLS Supporter's Shield (time com mais pontos na classificação) em 2013 e 2015, sendo um força do futebol estadunidense atualmente.



Encerrando a parte futebolística da trilogia, é a vez da equipe menos conhecida dos austríacos, o Red Bull Ghana. A equipe sediada em Sogakope foi fundada em 2008 como academia de futebol tendo disputado em 2010, aí sim como clube, a Division One League, equivalente a série B. No final de 2011, o time fez sua estreia na Ghanaian FA Cup. Mas em 2014, a Red Bull aboliu a equipe, que se fundiu com o Feyenoord Academy to West African Football Academy.


Além dos times no futebol, a Red Bull ainda tem bastante presentes em eventos no gelo, como fortes equipes no hóquei de gelo. O CE Red Bull Salzbug, que disputa liga austríaca sendo heptacampeão da competição, tendo vencido as três últimas edições. Há também o EHC Red Bull München, atual campeão da da Deutsche Eishockey Liga. Saindo do hóquei, indo para a descida de patins no gelo, existe o Red Bull Crashed Ice, evento no qual os patinadores descem em um ambiente urbano, numa faixa que inclui curvas acentuada e desníveis elevados.

Parte 2 - Red Bull Esportes - Os destaques no futebol

Há ainda outro eventos, como o Red Bull King of The Rock (basquete de rua), o Red Bull X-Fighters (motocross freestyle) e o Red Bull BC One (dança de rya), mas que não caberiam apenas em três postagens. Assim terminamos nossa trilogia sobre esta empresa gigante, sendo reconhecida por todos em alguns pontos, mas que tem uma área de influência enorme: A Red Bull.

Mais uma tragédia no futebol


Como senão bastasse o acidente aéreo que ceifou a vida de 19 jogadores, 14 integrantes da comissão técnica, 9 dirigentes, 20 jornalistas, 7 tripulantes e 2 convidados na tragédia envolvendo a Chapecoense, o mundo de futebol está de luto novamente (ou deveria estar). Cerca de 30 pessoas morreram neste último Domingo ao tentar atravessar o Lago Albert, em Uganda, para disputar uma partida de futebol que ocorreria no mesmo dia.


Haviam 45 pessoas na embarcação, dentre jogadores e torcedores da equipe. Segundo testemunhas que falaram com os policiais o barco estava sobrecarregado e virou num momento quando a maioria foi para o mesmo lado da embarcação. John Rutagira, comandante da polícia do distrito de Buliisa, relatou após conversas com alguns dos navegantes, que o timoneiro do barco e a maior parte dos outro tripulantes estavam bêbados antes do início da viagem. Ou seja, assim como na tragédia do dia 29 de Novembro, novamente vemos um erro humano resultando em mortes.


A equipe dizimada é da aldeia de Kaweibanda. Os tripulantes estavam indo para o distrito de Hoima, onde enfrentariam uma equipe da região. A Chapecoense prestou solidariedade à equipe africana. No twitter, o time brasileiro escreveu "O futebol está em luto mais uma vez. Estamos torcendo para que encontrem mais sobreviventes deste terrível naufrágio.#ForçaUganda".


Obs: Não postamos nada sobre o acidente envolvendo a Chapecoense pois o blog ainda estava "parado". De qualquer forma, deixo este imagem para relembrar um pouco de todos aqueles que tiveram suas vidas interrompidas neste triste acidente que completou um mês.

Retrospectiva 2016: Futebol chora tragédia da Chape em ano de renascimento da seleção, brilho de Cristiano Ronaldo e Palmeiras campeão brasileiro


A Retrospectiva 2016 do FC Gols chega ao futebol no seu último capítulo. O ano que termina e teve grandes alegrias terminou da forma mais triste: um acidente trágico dizimou um time que vinha numa curva ascendente no cenário nacional e que agora terá de buscar forças para se reerguer.


Surge a Primeira Liga e o Flu é o primeiro campeão

No começo do ano um novo campeonato começou. A Primeira Liga contou com 12 clubes dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O torneio não foi reconhecido pela CBF. Participaram da primeira edição Atlético Mineiro, América Mineiro, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Coritiba, Atlético Paranaense, Criciúma, Figueirense, Avaí, Grêmio e Internacional. A decisão foi entre Fluminense e Atlético Paranaense em jogo único em Juiz de Fora e o tricolor carioca se sagrou campeão com o gol do título marcado por Marcos Júnior. A segunda edição está marcada pra começar em 25 de janeiro e terá a presença de 16 clubes.

Os principais campeonatos estaduais disputados entre janeiro e maio tiveram os seguintes campeões:

  • São Paulo: O Santos venceu seu bicampeonato ao vencer o surpreendente Audax dirigido por Fernando Diniz e que revelou jogadores como Luiz Paulo e Tchê Tchê que seria campeão brasileiro com o Palmeiras;
  • Brasília: O campeão foi o Luziânia que venceu o Ceilândia e conquistou seu segundo título em três anos;
  • Ceará: O campeão foi o Fortaleza que venceu seu segundo título consecutivo.
  • Rio Grande do Sul: O Internacional levou o hexa estadual ao vencer o Juventude na decisão.
  • Santa Catarina: A campeã foi a Chapecoense;
  • Goiás: O campeão foi o Goiás;
  • Paraná: O campeão foi o Atlético Paranaense que venceu o Coritiba.
  • Minas Gerais: O campeão foi o América Mineiro que venceu na decisão o Atlético Mineiro;
  • Rio de Janeiro: O Vasco foi campeão invicto derrotando o Botafogo na decisão;
  • Bahia: O campeão foi o Vitória que na final venceu o Bahia;
  • Pernambuco: O título foi do Santa Cruz que havia vencido a Copa do Nordeste.

Wendell Lira, da Glória ao Ostrascismo

Um golaço de bicicleta quando jogava no modesto Goianésia em março do ano passado rendeu à Wendell Lira o Prêmio Puskas de gol mais lindo do ano de 2015. Naquele 11 de janeiro de 2016 ele emocionou o país na festa da Bola de Ouro da FIFA. Só que o futebol que lhe deu a glória foi ingrato com ele. Wendell foi jogar no Vila Nova, mas se desiludiu, jogou pouco e decidiu encerrar a carreira aos 27 anos e virar jogador de videogame profissional. 


Leicester é a grande zebra em ano dominante do Real

A maior zebra do ano no futebol internacional veio da Inglaterra. O modesto Leicester surpreendeu o mundo e se tornou campeão da milionária Premier League. O time dirigido pelo italiano Cláudio Ranieri e comandado em campo pelo artilheiro Jamie Vardy desbancou a concorrência e levou o troféu, mas pelo jeito foi apenas um sonho de verão pois na atual temporada o time está na 14ª colocação, só que na Champions League o time fez uma brilhante campanha na fase de grupos e já está nas oitavas de final.


Outros campeões na Europa
  • Bayern de Munique campeão na Bundesliga
  • Barcelona campeão na La Liga espanhola
  • Paris Saint Germain campeão na Ligué 1 francesa
  • Juventus campeã na Serie A TIM italiana

Na Champions League o Real Madrid conquistou seu 11º troféu na competição em jogo sofrido e tenso contra o Atlético de Madrid. O jogo terminou 1 x 1 nos 90 minutos, empatou nos 30 do tempo extra e na decisão por pênaltis Juanfran perdeu sua cobrança e Cristiano Ronaldo decidiu o jogo e o título para os merengues.


Rei do Mundo, cinco vezes Real Madrid

E pra fechar o ano com tudo CR7 levou o Real ao quinto título do Mundial de Clubes se tornando o maior campeão da história. A FIFA tentou inovar com o árbitro eletrônico, mas a inovação rendeu polêmicas nas semifinais, primeiro com um pênalti inexistente no jogo entre Kashima e Nacional e no jogo entre Real Madrid e América do México as câmeras detectaram um impedimento inexistente de CR7. A final entre o Real e o surpreendente Kashima que tirou o sonho do Nacional foi empolgante e sufocante pro time espanhol que chegou a estar perdendo de 2 x 1, mas CR7 decidiu e fez três gols que deram o título aos merengues.


Futebol europeu fala português

A Europa fala português. Pela primeira vez na história Portugal conquistou um título inédito vencendo a Eurocopa diante da seleção da França. O título português teve Cristiano Ronaldo pouco decisivo. Na final contra a França CR7 ficou pouco tempo em campo e teve de sair machucado. Coube ao reserva Éder decidir a situação e com um belo chute de fora da área definiu o jogo para os portugueses calando o Stade de France lotado. Com o título Portugal vai estar na Copa das Confederações do próximo ano na Rússia junto da Alemanha, Chile, Nova Zelândia, México, Austrália, o campeão africano que será definido no começo do próximo ano e a Rússia, país sede.


Nos lados sul americanos o Chile foi o campeão da Copa América Centenário dos Estados Unidos. O time chileno venceu a Argentina nos pênaltis. Para o time argentino o jejum se arrasta há 23 anos sem ganhar um troféu importante. Lionel Messi chegou a se aposentar da seleção argentina, mas desistiu quando foi convocado por Edgardo Bauza.


Ano de altos e baixos para Neymar

Neymar teve um 2016 cheio de emoções dentro e fora dos gramados. Em campo participou da conquista do título espanhol pelo Barcelona, foi campeão olímpico e ajudou a seleção a ficar mais perto da Copa, por outro lado enfrentou um adversário bem mais complicado que um zagueiro adversário, o Fisco espanhol. Neymar foi acusado de fraude fiscal, mas felizmente escapou ileso depois da justiça solicitar pedido de prisão. Em ambos os processos acabou absolvido e a multa recaiu sobre o Barcelona.


Seleção renasce com Tite

A seleção brasileira passou por uma transformação em 2016. Trocou a incerteza pela evolução, trocou um fraco futebol por um jogo coletivo mais eficiente. A saída de Dunga e a chegada de Tite transformou a seleção que termina o ano de novo em alta, líder e próxima de classificação para a Copa de 2018.

Só que o começo do ano não foi nada legal com dois empates contra Paraguai e Uruguai que deixaram o time na sexta posição nas eliminatórias e naquele momento fora da Copa. Depois veio a Copa América Centenário onde caiu mesmo em um grupo considerado fácil com Equador, Haiti e Peru.


O empate na estreia com o Equador dava mostras de que a caminhada não seria fácil ainda mais depois que o juiz não viu um frango do goleiro Alison que as câmeras de TV flagraram a bola havia entrado, nem mesmo a goleada de 7 x 1 sobre o Haiti animou as coisas e veio então o jogo contra o Peru e a eliminação com um gol irregular de Ruidíaz com a mão. A arbitragem demorou oito minutos para confirmar o gol. A derrota foi fatal para a queda de Dunga e sem perder tempo a CBF convidou Tite para assumir a seleção.

E a mudança foi rápida e fulminante. O time embalou e venceu seis jogos seguidos nas Eliminatórias: 3 x 0 no Equador na altitude de Quito e estreia brilhante de Gabriel Jesus, 2 x 1 sobre a Colômbia, 5 x 0 sobre a Bolívia, 2 x 0 contra a Venezuela, um passeio em cima da Argentina no Mineirão, palco do 7 x 1 e a seleção termina o ano vencendo o Peru por 2 x 0 e passados dois terços das Eliminatórias o Brasil saltou da sexta posição pra liderança e com um pé na Rússia podendo garantir no começo de 2017 seu lugar na Copa.


Festa colombiana na Libertadores

O Atlético Nacional foi o grande vencedor da Libertadores de 2016. A equipe colombiana arrancou para o título na reta final com vitórias sobre o São Paulo na semifinal e na final contra o Independiente del Valle o título veio com uma vitória de 1 x 0. O Brasil teve cinco equipes na competição. O Palmeiras ficou na fase de grupos, o Corinthians foi eliminado em casa pelo Nacional do Uruguai depois de empate de 2 x 2, o Atlético Mineiro ficou pelo caminho ao perder para o São Paulo no duelo dos sobreviventes brasileiros. O Tricolor do Morumbi começou passando pelo César Vallejo do Peru, passou por um sufoco na fase de grupos e só parou na semifinal quando perdeu em casa pro Atlético Nacional e com o empate fora caiu, apesar disto fez o artilheiro do campeonato, o argentino Calleri com 9 gols.

Para 2017 a competição terá novidades: a disputa terá 44 equipes sendo que 16 terá de passar por dois mata matas para entrar na fase de grupos e a duração vai de fevereiro até novembro. Os times do México se retiraram para voltar em 2018.


Brasil fracassa no Mundial de Futsal conquistado pelos Hermanos

A seleção brasileira de futsal chegou à Colômbia favorita, mas fracassou na sua pior campanha da história. Conflitos internos, várias trocas de técnico, boicote de jogadores, campeonatos fracos e pouco planejamento minaram a equipe que mesmo assim deu show na primeira fase com vitória apertada sobre a Ucrânia e goleadas diante da Austrália e Moçambique. Nas oitavas a equipe brasileira enfrentou o Irã e chegaram a abrir 2 x 0, mas o time asiático reagiu e empatou o jogo por 4 x 4. Na prorrogação ninguém marcou e nos pênaltis o Irã venceu por 3 x 2. Esta foi a pior campanha na história da seleção heptacampeã mundial da modalidade. A campeã foi a Argentina que faturou seu primeiro título mundial ao bater a Rússia por 5 x 4.


Grêmio volta a comemorar um título nacional depois de 15 anos

Time copeiro e de tradição em torneios mata mata o Grêmio voltou a festejar um título nacional importante ao vencer pela quinta vez a Copa do Brasil vencendo a decisão contra o Atlético Mineiro. O Grêmio entrou na competição nas oitavas e eliminou o Atlético Paranaense, nas quartas despachou o Palmeiras, na semifinal eliminou o Cruzeiro e na decisão venceu o Galo no primeiro jogo no Mineirão por 3 x 1 e poderia perder por um gol no jogo da volta, mas o empate por 1 x 1 foi suficiente pra conquista do título. Para 2017 a competição sofrerá importantes mudanças com as duas fases iniciais em jogo único e os times que disputarão a próxima Libertadores entrando na quinta fase.


Os novos emergentes do futebol

Na Série D o campeão da temporada foi o Volta Redonda. O time da cidade do aço fez uma campanha irrepreensível e na final aplicou uma sonora goleada sobre o CSA de Alagoas por 4 x 0. Além do Voltaço e do CSA subiram pra Série C o Moto Club do Maranhão e o São Bento de Sorocaba. O Ceilândia chegou até as oitavas quando perdeu nos pênaltis para o Fluminense de Feira de Santana e o Luziânia não passou da primeira fase.


Na Série C o Boa Esporte foi o campeão da competição. Os mineiros que haviam sido rebaixados ano passado voltam para a Série B conquistaram o título com vitórias jogando como mandante. O Guarani de Campinas ficou com o vice campeonato voltando a jogar a Série B depois de quatro anos. Subiram ainda o ABC de Natal e o Juventude que calou a torcida do Fortaleza que mais uma vez vê o acesso escorrer pelas mãos ao ser eliminado nas quartas de final. 


Torcida da Portuguesa amarga mais um rebaixamento nos últimos anos, agora pra Série D

A Portuguesa que viveu dias gloriosos no passado sofreu mais um duro golpe ao ser rebaixada para a Série D do próximo ano com uma campanha horrorosa com apenas quatro vitórias e 18 pontos somados. Pra piorar o estádio do Canindé foi colocado à venda, mas não houve comprador. Também caíram pra Série D o Guaratinguetá, o América de Natal e o River do Piauí.


Atlético-GO leva série B e Vasco passa sufoco, mas consegue subir

Um primeiro turno arrasador, um segundo turno horroroso, assim foi a trajetória do Vasco na Série B de 2016. O que parecia ser um acesso tranquilo terminou com um sufoco desnecessário. A campanha do Vasco no primeiro turno deu a nítida impressão de que o retorno era uma questão de tempo, só que no segundo turno a coisa complicou. O time caiu de rendimento, perdeu a gordura acumulada e foi ultrapassado pelo Atlético Goianiense na 28ª rodada. Na penúltima rodada bastava uma simples vitória diante do Criciúma para garantir o acesso, mas perdeu e a pressão aumentou para o jogo final contra o Ceará no Maracanã e a vitória veio de virada com dois gols de Thalles. No fim a torcida comemorou e protestou ao mesmo tempo esperando que o clube nunca mais volte a jogar a Série B.


O campeão da competição foi o Atlético Goianiense. O Dragão esteve quase todo o campeonato dentro do grupo de acesso e sem grandes estrelas conquistou seu maior título de importância nacional retornando à elite depois de quatro anos. O Avaí deu uma grande arrancada saindo do Z4 para conquistar o acesso um ano depois de cair e a última vaga foi do Bahia que volta depois de dois anos. Foram rebaixados o Joinville, o Tupi, o Bragantino e o Sampaio Correa.


Nove vezes Palmeiras, o melhor time do Brasileirão

Foram 22 anos de espera para voltar a soltar o grito de campeão. Durante esse período o Palmeiras passou por dias difíceis, foi duas vezes rebaixado no Brasileirão, ganhou três Copas do Brasil, construiu uma moderna arena e em 2016 colhe os frutos conquistando pela nona vez o campeonato brasileiro. Um título incontestável para uma equipe coesa e com grandes nomes de valor como o goleiro Jaílson que substituiu Fernando Prass e o meio campo com nomes de destaque como Tchê Tchê e Dudu.

Na frente os gols de Gabriel Jesus que deixou de ser uma promessa e está pronto pra brilhar ainda mais depois de ter um grande ano onde foi campeão brasileiro, campeão olímpico e logo de cara abocanhando uma vaga na seleção de Tite e no banco de reservas Cuca dirigiu com competência o elenco. O Palmeiras apresentou um estilo de jogo baseado na pressão e com jogadas agressivas e rapidez nas transições, liderou em 29 das 38 rodadas do campeonato e o título veio com uma rodada de antecedência ao vencer a Chapecoense por 1 x 0.


O Flamengo foi o concorrente direto na briga pelo título durante boa parte da competição. O time começou o campeonato em crise com a saída de Muricy Ramalho por problemas de saúde, Zé Ricardo assumiu o comando e com os bons resultados foi efetivado. A torcida começou a espalhar nas redes sociais memes exaltando o cheirinho de hepta e a chegada de Diego ajudou a reforçar a equipe que se mostrou bem compacta e organizada, mas na metade do segundo turno o cheirinho começou a se dissipar com derrota para o Internacional que vinha no desespero e empate com o Corinthians na reabertura do Maracanã.

No fim o time acabou ficando em terceiro lugar perdendo o vice para o Santos de Dorival Júnior. O Atlético Mineiro, o Botafogo numa sensacional arrancada sob o comando de Jair Ventura que tirou o time do Z4 pro G6 e o Atlético Paranaense se classificaram pelo G6, o antigo G4 deixando o Corinthians fora da Libertadores.


A queda do Gigante Colorado

Até o Brasileirão deste ano o Internacional fazia parte de um seleto clube de times que jamais foram rebaixados no campeonato, mas o time que já foi campeão mundial e bi da Libertadores acabou cometendo uma série de erros que foram fatais e pela primeira vez na história o Colorado acabou rebaixado à Série B do Brasileirão. O começo até que foi animador pois liderou na 5ª, 7ª e 8ª rodadas, a partir da nona o time entrou em parafuso com uma série incrível de 14 jogos sem vitória voltando a vencer apenas na 23ª rodada contra o Santos, depois na 26ª rodada entrou pela primeira vez na zona de rebaixamento de onde não saiu mais.


Na última rodada em 11 de dezembro o time precisava vencer o Fluminense pra não depender dos outros resultados, mas jogou mal e empatou o jogo por 1 x 1, muito pouco pra se salvar. O time teve quatro treinadores: começou com Argel Fucks que vinha bem até ser demitido depois de perder para o Santa Cruz, Falcão assumiu o posto, mas ficou apenas cinco jogos sendo demitido ao fim do primeiro turno, depois chegou Celso Roth e o time então se afundou até ser demitido depois do empate em pleno Beira Rio para a Ponte Preta e no desespero o time trouxe Lisca, mas nada adiantou. Era o ato final de uma tragédia anunciada.

Além do Inter caíram o Figueirense, o Santa Cruz que no início parecia dar pinta de surpreender com Grafite voando e liderar as três primeiras rodadas, mas não teve estrutura pra segurar o rojão e o América Mineiro que ficou 31 rodadas na lanterna do campeonato. Três jogadores dividiram a artilharia do campeonato: Diego Souza (Sport), Fred (Atlético Mineiro) e William Potker (Ponte Preta) com 14 gols cada. Gabriel Jesus foi eleito o melhor jogador do campeonato, Vitor Bueno escolhido a revelação e Cuca foi eleito o melhor técnico.


Do sonho ao pesadelo: Tragédia com avião da Chapecoense comove o planeta

A Chapecoense vinha numa ascensão meteórica, mas de pés no chão desde 2009 quando saiu da Série D e em sete anos estava firme na Série A. Com um elenco enxuto e estrutura de fazer inveja à muito time grande a equipe de Santa Catarina vinha em um momento especial quando iria disputar a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia. O sonho se transformou em pesadelo que deixou o mundo atônito. Na noite do dia 28, madrugada do dia 29 de novembro no Brasil o avião que transportava o time caiu nas montanhas de Cerro Gordo à 30 quilômetros de Medellín.


O avião pertencia à companhia aérea LaMia da Bolívia. A causa da queda foi falta de combustível. O avião viajou com pouco combustível e diálogos entre o piloto e a torre de controle mostraram desespero. O avião sumiu dos radares e caiu entre as árvores se desmanchando até parar e abrir um clarão. No voo estavam 77 pessoas incluindo a delegação da equipe, comissão técnica, dirigentes e 21 jornalistas. 71 pessoas morreram e seis sobreviveram. Dentre os sobreviventes estavam três jogadores: o lateral Alan Ruschel, o goleiro reserva Jackson Folmann e o zagueiro Neto, que foi salvo quando as equipes de buscas haviam encerrado o resgate. Folmann teve parte da perna direita amputada e passou por uma cirurgia corretiva na coluna.

O único jornalista que sobreviveu foi Rafael Henzel. Para o jornalismo esportivo esta foi a maior tragédia da história. Morreram no avião jornalistas de rádios de Chapecó, da TV Globo, RBS e Fox Sports. Dentre os jornalistas mortos estão o narrador Deva Pascovicci, o comentarista Mário Sérgio, os repórteres Victorino Chermont e Guilherme Marques e o comentarista Paulo Julio Clement. Dentre os jogadores morreram Cléber Santana que teve passagens por São Paulo ,Santos e Flamengo, o goleiro Danilo que havia sobrevivido, mas não resistiu aos ferimentos, justamente ele o herói da classificação à final com uma defesa milagrosa diante do San Lorenzo, time do Papa Francisco e Bruno Rangel, o maior artilheiro da história da Chape.


A solidariedade do mundo levou o clube a ficar entre os trending topics nas redes sociais através da hashtag #ForcaChape, jogadores se uniram ao povo de Chapecó, jogos tiveram um minuto de silêncio e no Brasil a última rodada do Brasileirão foi adiada para o fim de semana seguinte. No Jornal Nacional Galvão Bueno liderou um aplauso coletivo no encerramento do telejornal em memória às vítimas. O povo colombiano então tratou de fazer uma linda homenagem no estádio Atanasio Girardot e num gesto de solidariedade uniu torcedores pelo mundo.


Em Chapecó a Arena Condá virou local de reverência aos mortos. O Atlético Nacional num gesto solidário abdicou de disputar o título e dar o troféu à Chapecoense que dias depois a Conmebol ratificou. No dia 3 de dezembro debaixo de uma chuva torrencial Chapecó se despediu com emoção de seus heróis. O velório coletivo na Arena Condá comoveu todos. Na Colômbia os quatro sobreviventes voltaram com aplausos ao Brasil e agora mais que tudo a torcida é para que a Chape consiga se reerguer pois agora lá do céu eles vão olhar com carinho para o ressurgimento da equipe.


E no dia de Natal outra tragédia chocou o mundo do futebol. Em Uganda um time de futebol iria para um amistoso de barco quando a embarcação naufragou matando 30 pessoas. A tragédia foi no lago Alberto.

A retrospectiva do FC Gols termina aqui.