Feliz 2018!!!


Chegamos a mais um fim de ano, mais um ciclo que se encerra. Reflexões, resumos, restropectivas (como aqui no blog) são comuns nessa época do ano. Os erros cometidos, os acertos feitos tudo pesa na balança, num período onde todos visam a um futuro melhor. Entretanto, a data em si é "comum", horas, dias e meses. Que a alteração de ano não seja apenas mais um número alterado, mas sim uma mudança em cada um dez nós, uma evolução. Que nós façamos esse novo ano, estabelecendo metas que podem ser cumpridas além de corrigir os defeitos e procurar manter aquilo que está certa a fim de que 2018 não seja apenas um novo ano, mas sim um ano novo.

Retrospectiva 2017: Como foi o ano antes da Copa do Mundo na Rússia


Na sua reta final a Retrospectiva 2017 do FC Gols encerra falando de Copa do Mundo. Daqui a menos de 200 dias a bola vai rolar na Rússia para a disputa da XXIª Copa do Mundo da FIFA e por isso vamos apresentar um resumo de como foi o ano pré Copa.

A longa guerra das Eliminatórias

Depois de três anos as Eliminatórias por todo o mundo chegaram ao fim em novembro quando o Peru foi o último país a carimbar seu passaporte, mas em março já tinha seleção com vaga garantida e antecipada. Na noite de 28 de março o Brasil se tornava o primeiro país a garantir em campo sua vaga para a Copa e com quatro rodadas de antecedência ao vencer de forma categórica o Paraguai por 3 x 0. Naquele momento a seleção de Tite chegava à impressionante marca de 8 vitórias consecutivas em jogos oficiais. Era a arrancada fulminante de um time que um ano antes com Dunga no comando amargava o sexto lugar na tabela e fora da zona de classificação. Um ano depois com Tite o Brasil se tornava o primeiro país do mundo a se garantir na Copa do Mundo. O Brasil terminou a eliminatória sul americana com uma impressionante campanha de 12 vitórias, 5 empates e apenas uma derrota, só com Tite foram 9 vitórias seguidas e 3 empates. O Brasil ainda realizou quatro amistosos: em junho venceu a Austrália e perdeu pra Argentina, em novembro venceu o Japão e empatou sem gols com a Inglaterra.


Com o Brasil classificado com quatro rodadas de antecipação a briga pelas outras três vagas foi até a última rodada. O Uruguai conseguiu sua classificação sem sustos, a Colômbia e a Argentina fecharam o grupo das vagas diretas. Falando nisso como sofreram os Hermanos. Como num tango desafinado a Argentina trocou de técnico saindo Edgardo Bauza e entrando Jorge Sampaoli que não quis dar uma de salvador da pátria mesmo com o time jogando mal e na sexta colocação praticamente fora. Na última rodada a equipe precisava vencer o Equador e chegou a ficar atrás, mas o craque resolveu jogar e com um hat trick Lionel Messi classificou a Argentina pra Copa. A seleção peruana ficou com a vaga da repescagem, já o Chile que havia ganhado as duas últimas edições da Copa América ficou de fora.


Na Ásia se classificaram as seleções do Irã, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita. A Austrália precisou jogar uma repescagem contra a Síria que viu o sonho de jogar uma Copa do Mundo morrer no jogo da volta perdendo por 2 x 1. Na África se classificaram as seleções do Senegal, da Tunísia, do Marrocos, da Nigéria e do Egito. Seleções tarimbadas como Camarões e África do Suil ficaram pelo caminho. Na Concacaf se classificaram o México, a Costa Rica e o Panamá, país estreante em Copas que eliminou os Estados Unidos que não ficavam de fora desde 1986. Honduras foi pra repescagem.


Já nas eliminatórias europeias a surpresa foi a eliminação da Holanda, terceira colocada em 2014. Os holandeses ficaram de fora num grupo que tinha a França e a Suécia. A Alemanha passou invicta vencendo todos os seus jogos. Portugal precisou vencer no último jogo pra se garantir direto e jogar a Suíça pra repescagem, a Espanha despachou a Itália e nos demais grupos classificações tranquilas para a Bélgica, Sérvia, Polônia, Inglaterra e para a surpresa da última Euro, a Islândia. O menor país do mundo vai levar pra Rússia a alegria de uma torcida empolgante e contagiante.

Itália fica de fora e não vai à Copa 60 anos depois


Em novembro ocorreram as repescagens mundiais que apontaram os últimos integrantes da Copa. Austrália e Peru precisaram vencer no jogo de volta jogando em casa e não decepcionaram. Os Socceroos eliminaram Honduras enquanto os peruanos despacharam a Nova Zelândia. Na Europa oito equipes que ficaram em segundo lugar fizeram confrontos de ida e volta onde os vencedores iriam pra Rússia. Suíça e Croácia garantiram sua classificação no jogo de ida sendo que os croatas golearam a Grécia e os helvéticos passaram pela Irlanda do Norte, na volta o empate garantiu as duas equipes. A Dinamarca precisou de uma goleada sobre a Irlanda na volta para garantir o passaporte. E a Itália? A Squadra Azzurra pagou mico e foi eliminada pela seleção da Suécia e ficou de fora. os italianos perderam o jogo de ida na Suécia e precisariam da vitória na volta, mas esbarraram no ferrolho sueco diante de tantas oportunidades de gol criadas. Resultado: o 0 x 0 não foi suficiente e os italianos vão ver a Copa pela TV depois de 60 anos. O goleiro Gianluigi Buffon anunciou sua aposentadoria da seleção e não disputará sua sexta Copa do Mundo.

Copa das Confederações é alemã


A Copa das Confederações disputada em junho na Rússia não teve a mesma repercussão que teve quatro anos atrás no Brasil. O evento teste da FIFA pode ter sido o último. A edição deste ano foi conquistada pela Alemanha que levou um time de jovens, o time B e não fez feio. Com média de quase 24 anos a seleção alemã apresentou novos talentos que já vinham jogando juntos há muito tempo nas categorias de base e que poderão brilhar num futuro próximo como Kimmich, Werner, Stindl e Goretska que foram os artilheiros com três gols cada e apenas um remanescente do título de 2014, o atacante Draxler que foi escolhido o melhor jogador do torneio. A final foi contra o Chile e os alemães venceram o jogo aproveitando uma falha mortal de Diaz que perdeu a bola pra Werner que rolou para Stindl marcar. A competição foi disputada em quatro cidades: Kazan, São Petersburgo, Sóchi e Moscou no estádio do Spartak. O Luzhniki, palco da abertura e da final foi reinaugurado em novembro em amistoso.

Brasil pega chave considerada fácil no rumo do hexa


Em 1º de dezembro foram sorteadas as bolinhas e o mundo ficou sabendo a composição da fase de grupos do mundial. No sorteio realizado em Moscou foram definidos os grupos e o Brasil acabou parando no Grupo E e seus adversários na fase de grupos serão Suíça, Costa Rica e Sérvia.

Composição dos grupos da Copa do Mundo de 2018


No dia 17 de junho (15:00) em Rostov a seleção de Tite estreia na Copa contra o time helvético. Famosa por adotar um irritante ferrolho defensivo a Suíça gosta de jogar fechado quando encara grandes seleções, que o digam os argentinos que sofreram nas oitavas da última Copa. O segundo jogo será no dia 22 (09:00) contra a Costa Rica em São Petersburgo. A equipe que chegou às quartas de final na última Copa é uma velha conhecida dos brasileiros e em Copas foram dois jogos e duas vitórias brasileiras. No dia 27 em Moscou (15:00) o Brasil encerra sua participação na primeira fase encarando a Sérvia, herdeira da antiga Iugoslávia. A seleção terá dois amistosos antes da convocação prevista para o começo de maio contra os anfitriões e contra os alemães numa prévia de um possível confronto na Copa.

No fim de maio os convocados fazem o trabalho de preparação inicial em Teresópolis, viajam para Londres e só chegarão à Rússia faltando uma semana pra começar. A base da seleção ficará concentrada em Sóchi e o time viajará por quase 7 mil quilômetros durante a primeira fase. Se passar em primeiro do grupo poderá pegar logo de cara a Alemanha nas oitavas, só que para isso acontecer os alemães teriam de ficar em segundo. Se as duas seleções forem primeiras colocadas de seus grupos e avançarem só poderão se encontrar na final. A Copa do Mundo será aberta no dia 14 de junho com o duelo entre Rússia e Arábia Saudita em Moscou. É o duelo entre duas seleções de pior ranking da história.

Retrospectiva 2017: Temporada de títulos para o Corinthians e o Real domina o mundo


No penúltimo dia do ano a Retrospectiva 2017 chega neste sábado falando de futebol em duas partes, na primeira um resumo da temporada e os campeões e na segunda falando de Copa do Mundo.

Os campeões estaduais do ano

Os campeonatos estaduais foram disputados no começo do ano e foram estes os campeões:

Brasília: O Brasiliense foi campeão em cima do Ceilândia. Foi o nono título da história do Jacaré
Bahia: O Vitória conquistou o bicampeonato em cima do Bahia, 29º da história
Pernambuco: O Sport chegou ao seu 41º estadual da história ao vencer na decisão o Salgueiro e nesse jogo foi implantado o árbitro de vídeo;
Ceará: Deu Vozão que levou o 44º estadual da história;
Goiás: O Goiás conquistou o tricampeonato consecutivo e o 27º da história
Paraná: O Coritiba levou seu 38º título estadual na história derrotando o Atlético Paranaense;
Santa Catarina: A Chapecoense conquistou seu sexto estadual e o bicampeonato derrotando o Avaí
Rio Grande do Sul: O campeão foi o Novo Hamburgo, conhecido como Noia, título inédito conquistado nos pênaltis diante do Internacional;
Minas Gerais: O campeão foi o Atlético Mineiro pela 44ª vez e em cima do Cruzeiro;
São Paulo: O Corinthians conquistou seu 28º estadual da história com duas vitórias sobre a Ponte Preta 40 anos depois da primeira final entre as duas equipes;
Rio de Janeiro: O Flamengo conquistou seu 34º estadual vencendo duas vezes o Fluminense.


Outros campeões estaduais: Atlético Acreano (bicampeão no Acre), CRB (tricampeão alagoano), Manaus (campeão inédito no Amazonas), Santos - AP (campeão no Amapá), Atlético Itapemirim (campeão inédito no Espírito Santo), Sampaio Correa (campeão maranhense), Cuiabá (campeão no Mato Grosso), Corumbaense (campeão no Mato Grosso do Sul), Paysandu (bicampeão paraense e pela 47ª vez), Botafogo da Paraíba (campeão paraibano), Altos (campeão piauiense), ABC (bicampeão potiguar e pela 54ª vez), Real Ariquemes (campeão inédito em Rondônia, São Raimundo (bicampeão em Roraima), Confiança (campeão pela 21ª vez em Sergipe) e Interporto (campeão no Tocantins).

Os campeões pela Europa


Na Europa foram estes os campeões nacionais nas principais ligas:

Champions League: Deu Real Madrid que chegou ao 12º título da história em cima da Juventus da Itália
Bundesliga (Alemanha): O Bayern de Munique foi campeão pela 27ª vez
La Liga (Espanha): O Real Madrid interrompeu a série de cinco conquistas seguidas do Barcelona
Premier League (Inglaterra): Pela sexta vez na história o Chelsea se sagrou campeão
Serie A (Itália): A Juventus foi hexacampeã de forma antecipada
Ligue 1 (França): O campeão foi o Monaco que voltou a ganhar depois de 17 anos.


No Mundial de Clubes em dezembro nos Emirados Árabes deu Real Madrid. O time espanhol com seu elenco estelar passou por um sufoco na semifinal diante do Al Jazira, saiu atrás com o gol de Romarinho, mas no segundo tempo virou com gols de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale e se classificou pra decisão contra o Grêmio que havia vencido o Pachuca. O time gaúcho tentou, mas o Real teve mais posse de bola e domínio da partida chegando ao gol em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo onde a barreira abriu e a bola morreu no fundo do gol de Grohe. Este foi o sexto título mundial do Real Madrid e o décimo da Espanha se igualando ao Brasil em número de conquistas por país.

O jogador mais caro do mundo é nosso


Na maior transação da história Neymar trocou o Barcelona pelo Paris Saint Germain. Ele trocou o lado de coadjuvante de Messi para se tornar protagonista elevando o nível do campeonato francês. Para ter o craque os franceses desembolsaram 222 milhões de euros (mais de 820 milhões de reais) depois de uma polêmica negociação. Nesses primeiros meses no clube o brasileiro foi alvo de uma polêmica com o uruguaio Cavani que chegou a brigar com o brasileiro por causa de um pênalti, mas tudo não passou de um mal entendido.

Domínio inglês nas categorias de base


Nas categorias de base a Inglaterra levou os dois mundiais disputados neste ano: ganhou o Sub 20 e o Sub 17 com uma nova safra de jogadores. No Sub 20 disputado em junho na Coreia do Sul o título inédito veio em cima da surpreendente Venezuela que chegou pela primeira vez na história à uma final de um torneio da FIFA e os ingleses venceram por 1 x 0.


Em outubro veio outro título inédito, desta vez no sub 17 disputado na Índia com direito à goleada em cima da Espanha por 5 x 2. Nesse título destaque para Foden, o melhor jogador do torneio e Brewster, artilheiro da competição. O Brasil não se classificou no sub 20 pois foi eliminado de forma vergonhosa no sul americano em fevereiro, mas no sub 17 fez uma boa campanha e só foi parado na semifinal diante dos ingleses, mesmo assim terminou em terceiro lugar com destaque para Brasão, eleito o melhor goleiro do torneio.

América é do Grêmio


A América voltou a ser azul 22 anos depois. O Grêmio se sagrou tricampeão da Libertadores derrotando duas vezes o Lanús da Argentina na final. Foi a mais longa edição do torneio que durou o ano todo começando em janeiro e terminando em novembro. Oito equipes brasileiras participaram da disputa. Botafogo e Atlético Paranaense passaram por duas fases antes de entrarem na fase de grupos. Quando começou a fase de grupos seis das oito equipes avançaram ficando o Flamengo e a Chapecoense.

A Chape só não avançou devido à escalação irregular de um jogador e ficou pelo caminho e o Flamengo tomou a virada do San Lorenzo no minuto final e foi eliminado pela terceira vez seguida na fase de grupos. Nas oitavas Atlético Mineiro e Palmeiras foram eliminados por Jorge Wilstermann e Barcelona do Equador respectivamente, o Santos passou pelo Atlético Paranaense em duelo doméstico e o Botafogo eliminou o Nacional do Uruguai enquanto o Grêmio eliminou o Godoy Cruz da Argentina.

Nas quartas o Santos encarou o Barcelona do Equador e acabou sendo eliminado em plena Vila Belmiro enquanto Botafogo e Grêmio fizeram um duelo doméstico equilibrado e decidido na volta com o gol de Lucas Barrios para o time gaúcho que avançava à semifinal e no jogo de ida um baile em cima do carrasco de times brasileiros com direito à uma defesa espetacular de Marcelo Grohe: 3 x 0 calando o estádio de Guayaquil, na volta o time perdeu por 1 x 0, mas se classificou com sobras para a final, já o Lanús precisou suar pra chegar à decisão, pois perdeu o primeiro jogo por 1 x 0, mas no segundo venceu por 4 x 2 numa reação espetacular e depois de estar perdendo por 2 x 0. A final foi disputada em dois jogos. No jogo de ida em Porto Alegre o Grêmio venceu com gol de Cícero, na volta o time gaúcho acabou com o jogo no primeiro tempo com dois golaços de Fernandinho e Luan pra depois administrar a vantagem e levantar a taça pela terceira vez.

Sul Americana fica com Independiente


A Copa Sul Americana ganhou importância e assim como a Libertadores foi estendida por toda a temporada. O Brasil só entrou na segunda fase com seis times e Cruzeiro e o São Paulo foram eliminados: os mineiros perderam nos pênaltis pro Nacional do Paraguai e o tricolor paulista caiu diante do modesto Defensia Y Justicia da Argentina com um empate em pleno Morumbi. Na fase seguinte Flamengo e Chapecoense entraram na competição e todos os times seguiram, mas nas oitavas ficaram pelo caminho a Ponte Preta (eliminada pelo Sport), a Chapecoense (eliminada pelo Flamengo) e o Corinthians (eliminado pelo Racing da Argentina). Sport, Fluminense e Flamengo seguiram no torneio. O Sport foi eliminado ao perder para o Junior de Barranquilla e tivemos dois Fla Flus sensacionais, no primeiro jogo deu Flamengo e no segundo o Fluminense iria ficar com a vaga, mas o Flamengo reagiu e empatou em 3 x 3 se classificando para a semifinal contra o Junior e o rubro negro venceu os dois jogos (2 x 1 de virada no Rio e 2 x 0 na Colômbia). A decisão foi contra o Independiente da Argentina. No jogo de ida o rubro negro saiu na frente, mas tomou a virada e no Maracanã os argentinos seguraram a pressão e com o empate por 1 x 1 levaram o título pela segunda vez na história.

O lado negativo foi a barbárie e a violência de vândalos que se dizem torcedores do Flamengo promovendo arruaça nas imediações do Maracanã. A Conmebol deve aplicar uma punição para o clube carioca.

Londrina conquista a Primeira Liga


Em sua segunda edição a Copa da Primeira Liga não empolgou o torcedor e o campeão foi o Londrina que derrotou na final o Atlético Mineiro nos pênaltis por 4 x 2 depois de 0 x 0 nos 90 minutos.

Cruzeiro é penta da Copa do Brasil


O Cruzeiro foi o grande campeão da Copa do Brasil de 2017 se igualando ao Grêmio em número de conquistas. A competição começou com 80 times e depois de três fases sobraram 10 equipes e os destaques ficaram por conta das eliminações do São Paulo e do Corinthians. Nas oitavas entraram os times que disputavam a Libertadores e o Cruzeiro foi o único que não jogou a competição e avançou. Nas semifinais o Flamengo eliminou o Botafogo no jogo da volta no Maracanã enquanto o Cruzeiro despachou o Grêmio nos pênaltis. A decisão foi entre Flamengo e Cruzeiro. No jogo de ida no Maracanã o Flamengo saiu na frente, mas numa falha do goleiro Thiago que bateu roupa o uruguaio Arrascaeta empatou a partida, na volta no Mineirão o jogo terminou 0 x 0 e foi pra decisão nos pênaltis e o goleiro Fábio brilhou ao defender a cobrança de Diego e nos pés de Thiago Neves o Cruzeiro conquistou o título.

Os campeões que buscam um lugar ao sol no futebol nacional

A Série D foi conquistada pelo Operário do Paraná que conquistou seu primeiro título nacional ao golear na decisão o Globo do Rio Grande do Norte. As duas equipes mais o Atlético Acreano e o Juazeirense subiram pra Série C de 2018. Os times de Brasília mais uma vez ficaram no caminho. O Luziânia ficou na primeira fase e o Ceilândia caiu na segunda fase diante do Comercial do Mato Grosso do Sul.

Na Série C os times do Nordeste fizeram a festa com o CSA das Alagoas sendo o campeão. O Mutange venceu o Fortaleza na partida de ida e segurou o 0 x 0 no jogo da volta. O Leão do Pici depois de oito anos voltará a jogar a Série B acabando com a maldição das quartas. Além do Fortaleza o Sampaio Correa que havia sido rebaixado no ano passado e o São Bento de Sorocaba subiram pra Série B.

Internacional cumpre objetivo, mas sem título na Série B


Na Série B o Internacional não ficou com o título, mas conseguiu subir e está de volta á elite do futebol nacional. O Colorado teve um começo titubeante, demitiu o técnico Antônio Carlos Zago e trouxe Guto Ferreira pra comandar o time que embalou e seguiu tranquilo, mas nas rodadas finais o time deixou escapar a liderança e o acesso veio com o empate sem gols contra o Oeste em Barueri. O título ficou com o América Mineiro que venceu na última rodada o CRB com gol do zagueiro Rafael Lima que era jogador da Chapecoense e não esteve no voo fatídico. O Coelho e o Inter sobem um ano depois de serem rebaixados e terão a companhia de Ceará e Paraná. O Vozão retorna seis anos depois enquanto o Paraná volta a jogar a Série A dez anos depois. Foram rebaixadas as equipes do Luverdense, ABC e dois times de Pernambuco: o Náutico e o Santa Cruz.

O ano do renascimento da Chape


2017 para o torcedor da Chapecoense ficará marcado como o ano da reconstrução de um time. Com suas próprias forças a Chape fez muito mais que o seu torcedor esperava no ano e com um time reconstruído do zero chegou à Libertadores. O ano da equipe começou com um amistoso contra o Palmeiras e o empate por 2 x 2, depois veio o Estadual conquistado em cima do Avaí. Na Libertadores o time cometeu um erro com o jogador Luís Otávio que havia sido suspenso por dois jogos e a Chape perdeu os pontos da vitória contra o Lanús e foi pra Sul Americana onde foi eliminada pelo Flamengo. Mas o grande momento do ano foi o tão sonhado jogo contra o Nacional da Colômbia pela Recopa Sul Americana. Claro que rolou o sentimento e as lembranças do trágico acidente e no primeiro jogo em Chapecó a torcida retribuiu ao time colombiano todo o apoio dado naqueles dias da tragédia e a Chape venceu, na volta mais homenagens só que o Nacional goleou por 4 x 1 e ficou com o título. A equipe fez dois amistosos contra Milan e Barcelona perdendo ambos e no Brasileirão o time conseguiu a vaga pra próxima Libertadores na fase de pré libertadores na última rodada com vitória diante do Coritiba. Para os sobreviventes da tragédia foi um ano mais que importante nas suas vidas. O lateral Alan Ruschel voltou a jogar, o zagueiro Neto passou o ano aprimorando a condição física e o goleiro Jakson Folmann se casou. O jornalista Rafael Henzel seguiu firme e forte na Rádio Oeste Capital e no jogo que deu a classificação à Chape para a Libertadores chorou emocionado ao narrar o gol de Túlio de Melo.

Corinthians sete vezes o melhor time do Brasil


De quarta força à melhor time do Brasil pela sétima vez. O Sport Club Corinthians Paulista se sagrou heptacampeão brasileiro e o melhor time na era dos pontos corridos. A campanha ficou marcada pelo fantástico primeiro turno onde não perdeu nenhum jogo. Foram 21 vitórias, 9 empates e 8 derrotas em 38 jogos disputados marcando 50 gols e sofrendo 30.

O Brasileirão classificaria de início seis times, mas depois virou G7 e no fim G8. O Timão assumiu a ponta na quinta rodada e não largou mais do topo da tabela, isso graças ao primeiro turno irrepreensível onde ganhou 14 e empatou 5. É o mais espetacular desempenho de um time num primeiro turno desde a implantação do formato de pontos corridos, mas no começo do segundo turno o Timão perde dois jogos em casa e dá chance aos adversários encostarem, só que os rivais não aproveitam os vacilos. Um deles era o Grêmio que esteve boa parte do tempo voltado pra Libertadores, o Palmeiras também chegou a ameaçar inclusive na reta final e poderia ter assumido a liderança, mas no clássico disputado em 5 de novembro o Timão venceu por 3 x 2. O título veio na 35ª rodada diante de sua torcida que lotou a Arena de Itaquera, só que o Fluminense saiu na frente esfriando o ânimo da torcida, mas no segundo tempo três minutos bastaram pro Timão decidir a parada com dois gols de Jô e Jadson fechou com um golaço a campanha vitoriosa.


Como destaques do time campeão brilharam o zagueiro Balbuena, os laterais Fagner e Guilherme Arana, o meio campo Rodriguinho e na frente Jô garantia com seus gols, ás vezes polêmicos como no jogo contra o Vasco no segundo turno quando marcou supostamente com a mão. Ele acaba de ser vendido para o futebol japonês onde irá jogar no Nagoya Grampus. No banco o comandante da conquista Fábio Carille que em apenas um ano conquistou dois títulos se tornando a grande revelação entre os técnicos nesta temporada. O Palmeiras ficou com o vice campeonato seguidos do Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo que se classificaram pra fase de grupos da Libertadores. Vasco e Chapecoense foram pra pré libertadores.

Pro torcedor do São Paulo 2017 não vai deixar saudades ainda mais com a campanha decepcionante no campeonato. O time começou o ano apostando no ídolo maior Rogério Ceni para dirigir o time, mas pesou a falta de experiência e Ceni deixou o clube em julho perto da zona de rebaixamento. Dorival Júnior que havia sido demitido do Santos assumiu o comando e o time passou 14 rodadas na zona de rebaixamento, mas saiu do sufoco graças ao Profeta Hernanes que liderou o time na recuperação até as rodadas finais quando o time havia se livrado de vez sonhando com a Libertadores, mas o time terá de se contentar com a Sul Americana terminando em 13º lugar.

Durante o campeonato houve 23 trocas de técnico e Corinthians (Fábio Carille), Grêmio (Renato gaúcho), Cruzeiro (Mano Menezes), Botafogo (Jair Ventura que ano que vem dirige o Santos) e Avaí (Claudinei Oliveira) não trocaram de técnico durante o campeonato. Foram rebaixados os times do Coritiba que vivia na corda bamba nos últimos anos lutando pra não cair, mas este ano não se segurou, o Avaí, a Ponte Preta que teve seu estádio interditado por cinco jogos devido à invasão de campo após a virada contra o Vitória e o Atlético Goianiense que apenas uma vez ficou fora do Z4, mas passou 32 rodadas segurando a lanterna. Jô e Henrique Dourado do Fluminense foram os artilheiros do campeonato com 18 gols cada.

Corruptos são punidos no futebol mundial


A corrupção na FIFA começou a ser julgada em 2017 e aos poucos a podridão começa a ser exposta. Em novembro durante depoimento no FBI o ex- diretor da Torneos y Competencias Alejandro Buzarco detalhou como funcionava o esquema de compra dos direitos de transmissão dos eventos com pagamento de propinas e afirmando que quem tomava as decisões era Marco Polo del Nero, o então presidente da CBF que não pode viajar para fora do país. No dia 15 de dezembro a FIFA suspendeu por 90 dias Marco Polo del Nero banindo - o de todas as atividades relacionadas ao futebol. Ontem o ex- presidente José Maria Marin foi condenado em seis das sete ações contra ele sendo inocentado em apenas uma acusação, de lavagem de dinheiro.

Retrospectiva 2017: Mancha negra no Pós Olimpíada é destaque no esporte


A Retrospectiva continua e o assunto hoje é o ano esportivo que teve como principal notícia o legado manchado da Rio 2016.

O futuro do MMA brasileiro depois de um ano ruim

No ano do MMA o Brasil assistiu à queda dos ídolos do passado e o surgimento de novos lutadores como Rafael dos Anjos que subiu de peso e pode enfrentar o campeão Tyron Woodley. Cris Cyborg e Amanda Nunes são as detentoras do título pelo Brasil sendo que Cyborg se tornou campeã nos penas e a Leoa defendeu brilhantemente seu título. Já para Anderson Silva e José Aldo um ano pra ser esquecido. O Spider até que começou bem o ano vencendo Derek Brunson por pontos, mas foi flagrado em exame antidoping e José Aldo perdeu o cinturão para Max Holloway duas vezes. O americano Jon Jones caiu de novo no doping e perdeu o cinturão de campeão dos pesados que havia sido reconquistado em julho. Já o irlandês Conor McGregor desafiou o campeão de boxe Floyd Mayweather trocando o octógono pelos ringues e acabou sendo derrotado pelo americano no combate.

O retorno em grande estilo ao topo do tênis


Três anos depois o espanhol Rafael Nadal reassumiu o posto de tenista número 1 superando uma série de lesões que desgastaram seu preparo físico recentemente. Nadal e o suíço Roger Federer foram os donos do circuito de tênis na temporada onde cada um ganhou dois Grand Slams. Federer venceu na Austrália e em Wimbledon enquanto Nadal faturou Roland Garros e o US Open. Andy Murray e Novak Djokovic despencaram no ranking devido à lesões enquanto isso surgiram novos nomes no ranking como o austríaco Dominic Thiem, o búlgaro Grigor Dmitrov e o alemão Alexander Zverev.

Nenhum brasileiro figura no Top 100 do ranking da ATP em simples, mas nas duplas o número 1 é brasileiro. Marcelo Melo ao lado do polonês Lukasz Kubot venceu neste ano o torneio de Wimbledon e ficou com o vice do ATP Finals e fecha o ano como melhor duplista do mundo. No ranking feminino a liderança é da romena Simona Halep seguida pela espanhola Garbine Muguruza.

Vôlei começa ciclo sob nova direção


O vôlei brasileiro iniciou este ano um novo ciclo visando os Jogos Olímpicos de Tóquio. No time masculino Bernardinho deu lugar à Renan Dal Zotto. O novo técnico chegou à final da Liga Mundial perdendo pra França que conquistou seu segundo título tendo como destaque o atacante Earvin Ngapeth, melhor atacante do mundo. No feminino o Brasil ganhou o Grand Prix vencendo na decisão a Itália por 3 sets a 1 conquistando seu 12º título na competição. Na Superliga o título feminino foi para o Rexona - RJ e no masculino o campeão foi o Sada/Cruzeiro. O time de vôlei feminino do Brasília chegou aos playoffs mas foi eliminado pelo Praia Clube.

O ano que o basquete brasileiro corre atrás do prejuízo


O basquete brasileiro saiu da suspensão imposta pela FIBA e voltou a participar de competições internacionais. Guy Peixoto foi eleito o novo presidente da CBB e iniciou uma gestão que tem como objetivo reerguer o basquete abalado depois das denúncias de corrupção na gestão anterior. Ele conseguiu acabar com a suspensão imposta pela FIBA, pois sabe que tem muito pela frente. A seleção masculina disputou duas competições: fracassou na Copa América ficando de fora dos Jogos Pan Americanos de Lima em 2019 e começou sua caminhada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019 na China vencendo seus dois primeiros jogos contra Chile e Venezuela sob o comando do novo treinador Aleksandar Petrovic , já a seleção feminina não vai disputar o mundial pois ficou em quarto lugar na Copa América e apenas as três primeiras se classificaram para o torneio.

O Novo Basquete Brasil teve um campeão inédito interrompendo a hegemonia do Flamengo. O Bauru levou o título da competição ao derrotar o Paulistano na série melhor de cinco jogos. A má notícia ficou com a saída do time de Brasília. Por falta de dinheiro o Uniceub não conseguiu as garantias financeiras para seguir e o time que foi tetracampeão nacional se desfez e na NBA o Golden State Warriors recuperou a hegemonia perdida para o Cleveland Cavaliers e nos playoffs só perdeu apenas um jogo no mata mata.O armador Kevin Durant foi escolhido o MVP das finais.

Um ano depois como foi nosso desempenho após a Rio 2016


Um ano após a Rio 2016 o desempenho de nossos atletas nos mundiais foi bom. No mundial de judô disputado na Hungria o Brasil obteve cinco medalhas com o ouro para Mayra Aguiar, a prata por equipes mistas e prata e bronze para David Moura e Rafael Silva além de Érika Miranda levar outro bronze. No mundial de esportes aquáticos o Brasil conquistou dois ouros em provas que não fazem parte do programa olímpico com Ana Marcela nos 25 km da maratona aquática e Etiene Medeiros nos 50 m livre femininos. Na canoagem de velocidade Isaquias Queiroz, dono de três medalhas na Rio 2016 conquistou o bronze no C1 1000 m e no mundial de atletismo Caio Bonfim ficou com o bronze na marcha atlética. As decepções foram pra Arthur Zanetti, sétimo no mundial de ginástica e pro handebol feminino que ficou de fora da segunda fase do mundial disputado na Alemanha ficando em 18º lugar numa decadência tão rápida quanto foi sua ascensão com o título conquistado em 2013. Falta de uma renovação e troca de treinador foram apontados como as causas do fracasso no mundial. Teve ainda a aposentadoria de Poliana Okimoto, medalha de bronze na maratona aquática de 10 Km no Rio.

As sedes olímpicas que virão depois de Tóquio


O movimento olímpico já tem definidas as sedes das próximas edições dos Jogos Olímpicos. Em comum acordo as cidades de Paris e Los Angeles irão sediar as duas edições seguintes depois da Olimpíada de Tóquio. A cidade francesa será sede dos jogos de 2024 cem anos depois de sediar o evento em 1924 e a cidade californiana será a sede da olimpíada de 2028. As duas cidades se juntam à Londres como as cidades que mais vezes foram sedes dos Jogos Olímpicos. Paris foi sede em 1900 e 1924 e Los Angeles sediou os jogos de 1932 e 1984.

Usain Bolt se despede sem brilho


Não foi a despedida que Usain Bolt queria fazer. O raio voltou à Londres, mas desta vez ele não brilhou e perdeu a coroa de homem mais rápido do mundo para o americano Justin Gatlin que finalmente foi campeão mundial nos 100 m rasos. Bolt ainda tentaria ganhar o último ouro no revezamento 4 x 100, mas ele sentiu cãibras, algo raro para ele e não conseguiu terminar a prova de despedida. Bolt sai de cena com 11 ouros em campeonatos mundiais e oito medalhas olímpicas, pois um ouro que ele obteve em Pequim foi cassado devido ao doping de seu companheiro Nesta Carter.

A virada histórica dos Patriots no Super Bowl


A edição 51 do Super Bowl realizada em fevereiro foi vencida pelo New England Patriots que numa virada heroica e épica tirou o sonho do Atlanta Falcons. O time reverteu a desvantagem de 25 pontos que os Falcons tinham no terceiro período e numa virada emocionante reverteu o placar virando o jogo no período final vencendo por 31 x 28. O quarterback Tom Brady foi eleito o MVP da decisão pela quarta vez na carreira.

Havaiano é bicampeão mundial de surfe


Que o Havaí é a meca do surfe todo mundo sabe e em 2017 o havaiano John John Florence conquistou o bicampeonato do Circuito Mundial de Surfe numa grande batalha com o brasileiro Gabriel Medina que levou a decisão até a etapa de Pipeline quando venceu duas etapas em sequência na perna europeia: em Hossegor na França e em Peniche. A decisão em Pipeline foi tensa e Gabriel chegou até as quartas de final sendo eliminado por Jeremy Flores ficando com o vice campeonato e John John acabou chegando à decisão e perdeu pra Flores, mas pouco lhe importava pois o título era dele e em seu quintal.

Um ano depois legado olímpico é manchado 


Um ano depois da realização dos Jogos Olímpicos do Rio o legado virou uma enorme mancha devido ao escândalo de corrupção que causou a renúncia de Carlos Arthur Nuzman. O ano mal havia começado e em janeiro foram divulgadas imagens do estádio do Maracanã completamente abandonado com o gramado em péssimas condições, um mês depois reportagem exibida na Rede Globo mostrava o estado de abandono do Parque Olímpico seis meses depois do evento. A piscina de aquecimento que foi usada pelos atletas estava repleta de água parada, criadouro para a proliferação do mosquito da zika. 

No Parque Radical em Deodoro a piscina de ondas usada na canoagem slalom estava fechada. O Parque foi reaberto e sediou o Rock in Rio. Teve reclamações de atletas olímpicos e paralímpicos que reclamaram das medalhas que se estragaram em menos de um ano e tiveram de ser trocadas. O velódromo sofreu dois incêndios que afetaram a cobertura e por sorte não fez estragos no piso importado, mas nada se compara à denúncias de corrupção que mancharam de vez a Rio 2016.


Em 5 de setembro a Operação Unfair Play (Jogo sujo), um desdobramento da Lava Jato apontou um esquema em que o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman era o intermediário na compra de votos armado na escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016. Nuzman foi preso junto de Leonardo Gryner, diretor de operações da Rio 2016, indiciados por corrupção. O senegalês Papa Diack é acusado de suborno junto ao empresário Arthur Cesar de Menezes, o Rei Arthur no valor de R4 4,7 milhões e a transferência foi feita três dias antes da escolha do Rio como sede. Nuzman foi preso por ocultação de bens e os agentes descobriram 16 barras de ouro que estavam na Suíça. No dia 5 de outubro Nuzman acabaria preso e libertado oito dias depois. Ele acabaria renunciando à presidência do COB no dia 11 de outubro. Assumia o cargo Paulo Wanderley, ex- presidente da Confederação Brasileira de Judô ao mesmo tempo o COB seria suspenso do movimento olímpico provisoriamente.


A corrupção no esporte não ficou só no COB. Em abril a Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos ficou sob intervenção depois da prisão de Coaracy Nunes por desvio de dinheiro público. Coaracy ficou menos de três meses preso e saiu do comando da entidade onde dirigiu por quase 30 anos. No começo de dezembro foi aprovado o novo estatuto do COB e os atletas passam a ter voz e voto dentro da entidade. Que seja um grande passo para o nosso esporte olímpico evoluir de vez.

Retrospectiva 2017: Hamilton é tetra na F1 e Brasil vive fim de era sem representante


Pelo sexto ano seguido e com muito prazer colaboro com o FC Gols mais uma vez com a Retrospectiva 2017 e a partir de agora é hora de relembrar o que de mais importante ocorreu no mundo dos esportes no ano que termina e como sempre começamos nossa colaboração com cheiro de gasolina pra falar do ano nas pistas do Brasil e do mundo. Ano de duelos empolgantes e por aqui lamentamos ficar de fora do espetáculo da principal categoria do esporte no maior e mais grave momento da crise no automobilismo nacional.

Lewis Hamilton é tetra na Fórmula 1


Desde a introdução dos motores híbridos em 2014 só tinha uma equipe dominante no campeonato, a Mercedes, mas em 2017 apareceu alguém para tentar interromper o domínio das flechas de prata. O alemão Sebastian Vettel com o carro da Ferrari foi a ameaça do inglês Lewis Hamilton durante a temporada e isso ele já provou logo na abertura vencendo na Austrália, Hamilton deu o troco na China, depois Vettel vencia no Bahrein. O campeonato foi ficando equilibrado até a etapa de Monza quando Hamilton venceu na casa dos tifosi e assumia pela primeira vez a liderança do mundial.

Em Cingapura a sorte começou a mudar quando uma péssima largada tirou os dois carros da Ferrari e Hamilton abriu caminho para vencer e disparar, na Malásia Vettel teve de fazer uma prova de recuperação pra chegar em quarto lugar, mas no Japão o motor deixou o alemão na mão e Hamilton abriu caminho pro título que veio no GP do México onde teve de fazer uma prova de recuperação pra somar pontos suficientes pra conquistar o tetra com um nono lugar enquanto Vettel chegou apenas em quinto pois ele precisava vencer e levar a decisão no mínimo pra Interlagos. Neste ano o inglês superou o número de poles que era de Michael Schumacher passando a ser o novo recordista de poles com 72 poles e no Canadá recebeu um presente da família Senna, o capacete que ele usou na primeira vitória dele em Mônaco 30 anos atrás.

No primeiro ano como nova gestora da categoria a empresa Liberty sob o comando de Chase Carey começou a modificar alguns itens dos tempos de Bernie Ecclestone e as corridas ficaram bem empolgantes, por outro lado a entidade viu a guerra entre Renault e Mercedes. No fim da temporada foi lançada a nova logomarca da categoria substituindo a antiga que vigorava desde 1994.

Felipe Massa diz adeus e Brasil vive fim de ciclo


Desaposentado devido à aposentadoria de Nico Rosberg Felipe Massa acabou voltando para correr mais uma temporada na Williams. Ele foi convocado pois Valtteri Bottas foi ocupar a vaga do alemão na Mercedes e o carro acabou não ajudando na empreitada, pois a equipe obteve apenas um pódio com Lance Stroll no Azerbaijão. Massa ainda acabou à frente do companheiro ficando em 11º lugar no campeonato. Nosso único representante na F1 teve uma despedida digna de seu público em Interlagos onde batalhou o tempo todo com Fernando Alonso e chegou em sétimo, na última corrida se despediu fazendo zerinhos na pista. Em 15 anos de carreira foram 270 Grandes Prêmios com 11 vitórias, 15 poles e sendo o quarto piloto que mais venceu na Ferrari. A Fórmula 1 o largou dele, mas a velocidade não pois no começo deste mês de dezembro ele anunciou que vai correr na abertura da próxima temporada da Stock Car à convite do pentacampeão Cacá Bueno na corrida de duplas.

Como fica o futuro do Brasil na Fórmula 1?

Depois de quase meio século onde conquistamos oito títulos mundiais e 101 vitórias o Brasil vai ficar sem pilotos na Fórmula 1. A falta de investimento da Confederação Brasileira de Automobilismo na formação de novos talentos nas pistas é o retrato do descaso da entidade com o esporte. Sem representante o Brasil ainda tem seu GP, mas o público parece que está aprendendo a gostar do esporte, independente de ter ou não seu representante só que para ter piloto nacional na categoria vai demorar um pouco mais. Nosso potencial candidato à entrar no futuro é o mineiro Sergio Sette Câmara, terceiro colocado na Fórmula 3 e em 2018 será piloto na Fórmula 2, a antiga GP2. Ele afirmou que não quer pular etapas, pois espera estar na Fórmula 1 dentro de dois anos.

Pietro Fittipaldi que ganhou a World Series que foi extinta espera que em breve ele possa trazer de volta o sucesso do país nas pistas da categoria. E por muito pouco não ficamos sem o GP, pois neste ano houveram problemas de segurança nas imediações do Autódromo de Interlagos devido à ocorrência de dois assaltos à membros da Mercedes e da Pirelli e o teste de pneus foi cancelado, mas existe ainda a ameaça do prefeito João Dória privatizar o autódromo e se tornar alvo da especulação imobiliária, à exemplo que aconteceu com o extinto Autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro.

Sem brasileiros a temporada de 2018 promete grandes novidades, uma delas é a adoção do Halo, uma proteção para o cockpit garantindo segurança para os pilotos e a expectativa para mais um duelo entre Vettel e Hamilton.

Josef Newgarden é campeão da Indy

O americano Josef Newgarden chegou com tudo na poderosa equipe Penske e em seu ano de estreia se tornou campeão da Fórmula Indy. Rápido e talentoso o abusado Newgarden desbancou seus rivais com velocidade e garra às vezes cometendo excessos como em Saint Louis forçando uma ultrapassagem arriscada tocando no seu companheiro de equipe Simon Pagenaud, por isso o título deste ano foi justo e está em boas mãos. Newgarden venceu quatro corridas no ano e na decisão em Sonoma foi cerebral e correu sem arriscar e forçar o equipamento pra garantir o segundo lugar que lhe deu o título deste ano.

O vice campeonato foi do francês Simon Pagenaud, campeão de 2016 com Scott Dixon se metendo no meio dos pilotos de Roger Penske terminando em terceiro. Hélio Castroneves mais uma vez chegou a brigar pelo título, venceu em Iowa quebrando um jejum de vitórias brasileiras desde 2014, mas cometeu erros e terminou o campeonato em quarto lugar. Logo após o encerramento foi anunciado que ele ira correr na categoria de protótipos deixando de correr em tempo integral, mas estará presente na próxima Indy 500. Tony Kanaan teve uma temporada pra esquecer na equipe de Chip Ganassi e ano que vem muda pro time de AJ Foyt que será 100% brasileiro pois terá como companheiro de equipe o gaúcho Matheus Leist que conquistou este ano três vitórias na Indy Lights, categoria de acesso, dentre elas a prova de 100 milhas de Indianápolis.


A edição de número 101 da Indy 500 teve como atração especial Fernando Alonso. O espanhol trocou a incerteza da McLaren pela chance de brilhar no templo sagrado do automobilismo americano e não fez feio, pelo contrário. Ele chegou a liderar a corrida por várias voltas e só não venceu porque o motor Honda o deixou na mão. Ele acabou sendo o melhor rookie da corrida que foi vencida pelo japonês Takuma Sato, a primeira de um nipônico na mais tradicional prova do automobilismo. Em 2018 o calendário terá como novidade a volta do circuito misto de Portland, no estado do Oregon que já sediou corridas na CART. O México adiou seu retorno pois não rolou acordo entre os promotores da Indy e os donos do autódromo Hermanos Rodriguez.

Um título feito de perseverança e superação


Em 2017 a NASCAR mudou de patrocinador, saindo a empresa de telecomunicação Sprint e entrando o energético Monster e outra novidade foi no formato das corridas que passaram a serem divididas em segmentos e quem soube aproveitar melhor a regra foi Martin Truex Jr que foi o piloto com mais vitórias na temporada, oito no total. Foi um título na base da superação pro piloto do carro 78 da equipe Furniture Row, pois sua esposa luta venceu um câncer no ovário e ele perdeu um de seus melhores amigos que era seu chefe de mecânicos.

Truex chegou à decisão em Homestead disputando contra três campeões e no fim segurou Kyle Busch que tinha o melhor carro, mas não teve potência e velocidade pra fazer a ultrapassagem. 2017 marcou o ano do adeus para Dale Earnhardt Jr, o queridinho da América, Matt Kenseth, o Mr. Consistência e Danica Patrick que só correrá a Daytona 500 ano que vem. Para quem acompanhou o campeonato no canal Fox Sports 2 o ano de 2017 não deixará saudades, pois o canal vinha transmitindo as corridas normalmente, mas nos playoffs transmitiu as provas para quem tinha o aplicativo enquanto eram mostrados jogos do campeonato argentino e só mostrou as três provas finais ao vivo.

E 2018 caminha pra ser o ano da continuidade da renovação na categoria. Novos pilotos surgem e o próximo a debutar na divisão principal será William Byron, campeão da Xfinity. Ele se junta à Kyle Larson e Chase Elliott como símbolos da renovação e na Truck Series o campeão foi Christopher Bell.

Brasil conquista seu segundo título na Fórmula E


Aos poucos a Fórmula E vai se firmando, mas ainda não é uma categoria atrativa, mesmo assim o campeonato vem tendo domínio do Brasil e na temporada 2016/17 conquistamos o segundo título em três campeonatos disputados. Lucas di Grassi vinha de um vice na temporada anterior e deu o troco em Sebastién Buemi. O suíço deixou escapar o bicampeonato na rodada dupla final em Montreal e o brasileiro se aproveitou ganhando a primeira corrida e na segunda jogou com o regulamento embaixo do braço e neutralizou o ímpeto de Buemi que teve um fim de semana desastroso jogando fora um título praticamente certo. 

O outro brasileiro Nelsinho Piquet não fez uma boa temporada no último ano pela China que não se encontrou de novo e se transferiu pra Jaguar. A nova temporada começou em dezembro com a rodada dupla de Hong Kong mas o Brasil sofreu uma baixa, pois perdeu a etapa que seria realizada em São Paulo devido ao impasse da privatização do Anhembi.

A dinastia Marc Marquez no reino das motos


Cada vez mais o espanhol Marc Marquez vai impondo uma dinastia na Moto GP e neste ano ressuscitou o estilo agressivo característico pra conquistar pela quarta vez a divisão máxima da Motovelocidade. Marquez teve como arma a consistência e o grande rival neste ano foi o italiano Andrea Dovizioso que foi vice campeão. Na Moto 2 o ítalo brasileiro Franco Morbidelli levou o título e foi premiado para disputar a categoria principal e o país terá de volta um piloto disputando o mundial. O paulista Eric Granado foi campeão europeu e como prêmio irá disputar a Moto 2 graças a colaboração de amigos liderados pelo jornalista Celso Miranda.

Passagem de bastão na Truck


Em 2017 o automobilismo de caminhões brasileiro passou por um momento de transição com o fim de uma e o surgimento de outra categoria. A Fórmula Truck saiu de cena depois de 22 temporadas dando lugar à Copa Truck. A F - Truck iniciou 2017 ainda mais atolado na crise que começou em 2016, pois os pilotos liderados por Felipe Giaffone iniciaram um movimento que levou à saída dele e de outros 18 pilotos da categoria pois não concordavam com a gestão de Neusa Navarro.

No fim de janeiro foi divulgado o calendário da F - Truck com 10 corridas sendo uma internacional. No fim de março a categoria foi pra pista do Velopark sem antes enfrentar um problema administrativo: a entidade tinha dívidas com a Federação Gaúcha e só depois do pagamento de uma taxa é que a pista foi liberada. Apenas 9 pilotos disputaram a corrida vencida por Paulo Salustiano, a corrida seguinte em Rivera teve 10 pilotos na pista e Wellington Cirino venceu de forma dominante. Em Londrina foi disputada a última corrida da categoria e o vencedor foi Salustiano.

Enquanto isso os dissidentes criaram a Copa Truck, o campeonato com seis corridas divididas em três Copas regionais - Centro Oeste, Nordeste e Sul - Sudeste. Na Copa Centro Oeste o campeão foi Beto Monteiro e Felipe Giaffone levou a Copa Nordeste e a Copa Sul/ Sudeste se tornando o primeiro campeão da nova categoria. Junho foi o mês final da existência da Fórmula Truck e a gota d'água foi o cancelamento da etapa de Cascavel numa verdadeira sucessão de trapalhadas da organização da entidade. No dia 28 de junho a categoria chegava ao fim com a suspensão das atividades da temporada 2017 que terminou sem campeão e completamente esvaziada.

Para Neusa Navarro a grave crise econômica ocasionou o fim da categoria, já a Copa Truck começou a se consolidar e no ano que vem em seu segundo campeonato terá mais visibilidade com a realização de duas etapas no exterior e o calendário terá 9 corridas divididas em quatro copas regionais e a grande final em 9 de dezembro em Curitiba.

Daniel Serra vive temporada inesquecível


Daniel Serra teve um ano fantástico correndo na equipe Eurofarma e conquistou seu primeiro título na Stock Car além de vencer pela primeira vez a tradicional 24 Horas de Le Mans na LMGTE - Pro. Serrinha venceu quatro corridas dentre elas a Corrida do Milhão e na etapa final em Interlagos fez uma prova conservadora pra chegar em terceiro lugar. Thiago Camilo foi o vice campeão. A categoria sob nova direção vai ficando cada vez mais forte e no ano que vem terá a presença de Nelsinho Piquet que será companheiro de Cacá Bueno na equipe CIMED e Felipe Massa como convidado na corrida de duplas que volta depois de um ano.

Feliz Natal!


Estamos chegando ao final de mais um ano e assim começam as festas desses respectivos dias. Hoje praticamente já é Natal e desejo a todos boas comemorações, muita alegria, paz e todos os outros desejos básicos. Que essa data não seja a única onde encontramos a família, amigos e pessoas que amamos, mas apenas uma dentre as várias oportunidades. Que a predisposição em perdoar, buscar a reconciliação e a união não seja apenas nessa noite ou nesses dias, mas sim um hábito para o longo da vida. E o principal, não esqueça o aniversariante, já que é graças a Ele que estamos aqui. Feliz Natal e que Deus vos abençoe!!!

Brasileiros x Europeus. Apenas uma estratégia bem-sucedida?


Na semana passada tivemos mais uma final do Mundial de Clubes. E assim como boa parte, desde os Intercontinentais até aos eventos organizados pela FIFA, brasileiros e europeus se enfrentaram novamente. Na ocasião, o Real Madrid venceu o Grêmio por 1x0 num jogo diferenciado em relação as últimas finais deste tipo, e nesse artigo vamos comentar um pouco sobre a derrota do Grêmio comparando com as outras decisões além de responder o questionamento do título. É válido lembrar que vamos tomar situações deste século, desconsiderando partidas disputadas antes da era FIFA.

Na partida foi visto aquilo que ocorreu nas outras finais. O time europeu pressionando e o time brasileiro recuado. O Grêmio começou numa marcação alta no início, entretanto logo após o Real Madrid tomou conta da partida com maior posse de bola e presença efetiva em campo gremista e assim como as outras partidas tão pressão não rendeu resultado. Aqui vamos desconsiderar o jogo entre Barcelona 4x0 Santos em 2011, onde tudo que for escrito neste post não se aplica, apesar de ser o exemplo na prática da distância entre o futebol do Velho Continente e nosso.


Para segurar tão pressão é necessário ter um grande goleiro. Torcedores são-paulinos não se esquecem do milagre de Rogério Ceni na falta de Gerrard, assim como os colorados lembram da defesaça de Clemer no chute de Deco logo após o gol do Internacional, sem contar a partida monumental de Cássio no título do Corinthians contra o Chelsea. Marcelo Grohe poderia entrar nessa galeria, desde a Libertadores vinha fazendo verdadeiros milagres e defesas impossíveis, assim como na final onde apareceu gigante três vezes ao menos. Sem falar que o gol não teve nenhuma culpa sobre o arqueiro gremista.


Entretanto algo diferenciou em relação aos demais confrontos. No segundo tempo a defesa tricolor cedeu e numa fresta na barreira, Cristiano Ronaldo marcou de falta. Outro fator que destoa é a ausência de um herói ofensivo. A dupla de zaga, principalmente Geromel fez excelente partida, contudo o setor de ataque não incomodou, a não ser na falta distante de Edilson. Em 2006 surgiu a figura de Adriano Gabirú que entrou e fez o gol da vitória colorada, em 2012 Paolo Guerrero com oportunismo marcou. Neste ano não tivemos nenhuma surpresa e jogadores protagonistas como Luan foram apagados pelo time Merengue.

Atualmente é impossível jogar de igual para igual perante um time europeu de primeiro escalão (até de escalões seguintes dependendo da equpe). A saída é saber sofrer como todas as equipes e contar com um heroi. O Grêmio apesar da boa equipe acabou sabendo sofrer, mas com um erro bobo e sem nenhuma força ofensiva criou um terceiro tipo de final. Entretanto essa receita é a que deu certo nos últimos anos, não funcionando contra times fora de séries como o Barcelona de 2011. Jogar na retranca é a única solução atual, realidade muito diferente da época onde os times brasileiros eram quem botava os europeus na roda.